O Walmart se tornou nesta terça-feira (3) o primeiro varejista da história a atingir US$ 1 trilhão em valor de mercado, impulsionado por um rali de um ano que fez suas ações subirem quase 26%, colocando-o no mesmo grupo de gigantes de tecnologia, como Nvidia e Alphabet.
A rede sediada em Bentonville, Arkansas, tem lucrado com consumidores de maior renda que buscam conveniência nas entregas rápidas e recorrem ao varejista para categorias discricionárias, como vestuário e móveis. Na última década, as ações do Walmart subiram 468%, em comparação a um avanço de 264% do índice S&P 500.
As famílias dos Estados Unidos, especialmente as de baixa e média renda, vêm enfrentando forte pressão financeira há algum tempo devido à inflação persistente e à desaceleração do mercado de trabalho. Tarifas e incerteza em torno da recente paralisação do governo americano também pesaram nos gastos.
O marco mais recente para a empresa veio apenas duas semanas depois de o Walmart substituir a farmacêutica britânica AstraZeneca no índice Nasdaq 100, focado em tecnologia e que reúne as empresas não financeiras mais valiosas.
A companhia tem apostado em inteligência artificial, investindo bilhões em automação da cadeia de suprimentos para ajudar a abastecer suas lojas com produtos mais frescos e melhorar os prazos de entrega, já que os consumidores preferem cada vez mais a conveniência de comprar alimentos on-line.
“Eles deixaram de ser apenas o varejista local de bons preços para realmente abraçar a tecnologia. Foi uma transformação massiva do negócio digital pela qual a empresa passou nos últimos cinco anos”, disse Eric Clark, diretor de investimentos da Accuvest Global Advisors.
O Walmart se junta agora ao grupo de empresas dos EUA avaliadas em US$ 1 trilhão ou mais, incluindo Nvidia (US$ 4,5 trilhões), Alphabet (US$ 4,1 trilhões), Apple (US$ 3,9 trilhões), Microsoft (US$ 3,1 trilhões), Amazon (US$ 2,6 trilhões), Meta (US$ 1,8 trilhão), Broadcom (US$ 1,6 trilhão), Tesla (US$ 1,6 trilhão) e Berkshire Hathaway (US$ 1 trilhão).
O Walmart está emergindo como “o novo gigante da IA” graças à forma eficaz com que vem incorporando a tecnologia em suas operações — desde reduzir o custo dos produtos até capturar uma fatia maior dos gastos dos consumidores —, segundo Brian Mulberry, gerente sênior de portfólio de clientes na Zacks Investment Management.
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