O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, se encontrou nesta sexta-feira (2), em Caracas, com Qiu Xiaqi, enviado especial do ditador da China, Xi Jinping, em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos, que mantêm neste momento um cerco militar contra o território venezuelano.
Segundo a emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV), o encontro entre Maduro e Qiu ocorreu no Palácio de Miraflores, sede do regime, e contou com a presença da vice-presidente executiva Delcy Rodríguez e do chanceler Yván Gil. Pela delegação chinesa, também participou o embaixador da China na Venezuela, Lan Hu.
De acordo com a VTV, o encontro teve como objetivo “revisar os laços de cooperação entre Venezuela e China”, países que mantêm mais de 600 acordos bilaterais. As áreas citadas incluem energia, infraestrutura, tecnologia e financiamento.
O encontro acontece em um contexto de críticas do regime chinês ao deslocamento aeronaval dos Estados Unidos no Caribe, iniciado em agosto do ano passado. Segundo autoridades de Pequim, a operação representa uma violação do direito internacional, especialmente após a apreensão, pelos EUA, de dois petroleiros que transportavam petróleo venezuelano.
Em 22 de dezembro, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que Pequim se opõe a sanções unilaterais contra a Venezuela. Segundo ele, essas medidas “carecem de fundamento no direito internacional” e não contam com autorização do Conselho de Segurança da ONU.
O episódio ocorre poucos dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um ataque dentro da Venezuela contra uma área portuária ligada, segundo Washington, a uma rede de narcotráfico associada ao regime de Maduro. Conforme informou o The New York Times, a Agência Central de Inteligência (CIA) teria realizado o ataque com drones contra uma instalação portuária na Venezuela, informação que Caracas não confirmou oficialmente.
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