As clínicas de diálise em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, denunciam atrasos nos repasses financeiros por parte do poder público, situação que pode comprometer o atendimento a centenas de pacientes renais crônicos. Profissionais do setor relatam dificuldades crescentes para manter o funcionamento regular das unidades.
O tratamento de hemodiálise é essencial para pacientes com insuficiência renal, exigindo sessões frequentes e equipamentos especializados. Com a falta de pagamento em dia, as clínicas enfrentam obstáculos para adquirir insumos, pagar funcionários e manter a qualidade dos serviços. A situação levanta preocupações sobre uma possível paralisação dos atendimentos, o que seria catastrófico para os doentes.
De acordo com fontes ouvidas pelo Jornal de Meriti, os repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) estariam atrasados há meses, gerando um passivo crescente. As clínicas já teriam protocolado solicitações junto à prefeitura e ao governo estadual, mas até o momento não obtiveram uma solução concreta. A demora nos pagamentos ameaça a continuidade dos serviços essenciais.
O impacto atinge diretamente os pacientes que dependem da diálise para sobreviver. Familiares relatam ansiedade e medo de interrupção do tratamento. A Defensoria Pública pode ser acionada para garantir o direito à saúde, conforme previsto na Constituição. A falta de diálogo entre as partes agrava a crise.
A situação das clínicas de diálise em São João de Meriti reflete um problema recorrente na saúde pública brasileira, onde prestadores de serviços enfrentam atrasos nos repasses do SUS. Em todo o país, unidades de diálise já ameaçaram fechar as portas por falta de pagamento, gerando correria para transferência de pacientes. Em Meriti, a complexidade é agravada pela alta demanda e pela dependência de pacientes crônicos que realizam sessões múltiplas vezes por semana.
A reportagem busca contato com a Secretaria Municipal de Saúde de São João de Meriti e com o governo do estado do Rio de Janeiro para esclarecer a situação. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais. A população espera uma solução rápida para evitar o colapso no atendimento de diálise na região.