Novos documentos relacionados ao escândalo de Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA na sexta-feira (30), revelaram o envolvimento de membros proeminentes da elite da Noruega, incluindo a princesa herdeira, um ex-primeiro-ministro e o chefe do Fórum Econômico Mundial, com o falecido criminoso sexual americano.
Os novos documentos incluem mais de 100 e-mails amistosos entre Mette-Marit, a princesa herdeira do país, e Epstein após ele ter sido considerado culpado de crimes sexuais contra crianças em 2008.
No sábado, Mette-Marit pediu desculpas por manter contato com ele, dizendo que agiu com falta de bom senso. O primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, concordou com ela.
“Estou usando as próprias palavras dela. Ela diz que demonstrou falta de bom senso. Concordo e acho importante dizer isso quando me pedem minha opinião sobre o assunto”, disse Stoere aos repórteres.
O primeiro-ministro acrescentou que Mette-Marit e outros noruegueses proeminentes que foram mencionados nos documentos mais recentes sobre Epstein, incluindo os diplomatas mais importantes do país, deveriam fornecer mais detalhes sobre seu envolvimento com Epstein.
Segundo os documentos, Thorbjorn Jagland, primeiro-ministro da Noruega nos anos 1990, que mais tarde presidiu o comitê responsável pela concessão do Prêmio Nobel da Paz e também atuou como secretário-geral do Conselho da Europa por 10 anos, planejou férias em família em uma ilha pertencente a Epstein em 2014, mostram e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Já Terje Rod-Larsen e Mona Juul, um casal que talvez seja o mais famoso corpo diplomático da Noruega por ter ajudado a intermediar os Acordos de Oslo entre Israel e Palestina, também tiveram vínculos com Epstein. Seus filhos estavam entre os beneficiários do testamento de Epstein, segundo os documentos.
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