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Manhã no mercado: ‘Payroll’ e IPCA guiam ativos, enquanto agentes monitoram ruídos no BC | Finanças

As ações globais e os rendimentos dos Treasuries operam em leve alta na manhã desta sexta-feira, antes da divulgação do relatório de empregos (“payroll”) oficial dos Estados Unidos, com os dados de dezembro. A expectativa é de que os dados indiquem um mercado de trabalho mais saudável do que nos meses anteriores, o que tende a reforçar as apostas em uma pausa no ciclo de flexibilização da política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Enquanto os investidores aguardam a divulgação dos números, prevista para as 10h30 (horário de Brasília), a atenção também se volta para a Suprema Corte americana, que deve se pronunciar sobre a legalidade das tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump, que provocaram fortes turbulências nos mercados no ano passado.

Por volta das 8h, o futuro do S&P 500 subia 0,08% e do Nasdaq ganhava 0,16%. Na Europa, o Stoxx 600 tinha alta de 0,39% e o CAC 40, de Paris, avançava 0,67%. O DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,18%, aos 99,04 pontos. Já o rendimento dos Treasuries de dez anos avançava de 4,176% para 4,191%.

No Brasil, o IPCA de dezembro deve registrar alta de 0,33%, segundo a mediana das projeções coletadas pelo VALOR DATA, com estimativas que variam de 0,28% a 0,51%. Os dados oficiais serão divulgados às 9h pelo IBGE.

Com esse resultado, a inflação deve encerrar 2025 com avanço de 4,26%, permanecendo dentro do teto da meta de 3%, com margem de tolerância de até 4,5%. Em meio a um cenário de desaceleração da atividade econômica, os números também tendem a reforçar a expectativa de início do ciclo de cortes da Selic em março.

Ainda no cenário doméstico, a pressão inédita enfrentada pelo Banco Central após a liquidação extrajudicial do Banco Master começa a ganhar peso entre os participantes do mercado, conforme reportagem do Valor desta sexta-feira.

Depois da indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nome que não foi bem recebido pelos investidores, crescem os receios de que as escolhas dos próximos dois diretores da autoridade monetária não sigam um critério técnico. Esse risco já entra no radar dos agentes e amplia as preocupações em torno da atuação do BC.

“Acredito que o precedente aberto para a indicação na CVM tende a aumentar a pressão política na indicação dos dois diretores do BC. Ao mesmo tempo, uma interferência política geraria uma ‘gritaria’ maior no mercado e teria uma repercussão negativa bem maior”, avalia o gestor de uma importante casa carioca.

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