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Estamos no comando, a Venezuela é um país morto, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (10) que os Estados Unidos estão no comando da situação na Venezuela e classificou o país como "um país morto". A declaração foi feita durante entrevista coletiva na Casa Branca, onde Trump destacou a necessidade de investimentos de companhias petrolíferas para reerguer a economia do país sul-americano.

"Estamos no comando. A Venezuela é um país morto. Precisamos de companhias petrolíferas para ajudar a reconstruir o país", disse Trump, segundo jornalistas presentes. O presidente americano criticou duramente o regime de Nicolás Maduro, acusando-o de levar o país ao colapso econômico e social.

Trump afirmou que sua administração continuará aplicando sanções econômicas e pressão diplomática para promover uma transição democrática na Venezuela. Ele também mencionou que os EUA estão dispostos a colaborar com empresas internacionais do setor de petróleo e gás para revitalizar a indústria petrolífera venezuelana, que já foi uma das maiores do mundo.

Analistas avaliam que a recuperação do país exigirá investimentos bilionários e reformas estruturais profundas. A crise humanitária na Venezuela já forçou milhões de pessoas a deixarem o país nos últimos anos. A declaração de Trump ocorre em meio a um cenário geopolítico tenso, com sanções internacionais e disputas internas pelo poder em Caracas.

A comunidade internacional acompanha com atenção os próximos passos da administração Trump em relação à crise venezuelana. Enquanto isso, o governo Maduro não respondeu diretamente às declarações, mas mantém o discurso de resistência contra o que chama de "intervencionismo americano".

Especialistas em relações internacionais apontam que a posição de Trump reflete uma mudança na abordagem dos EUA para a região, priorizando a pressão econômica combinada com a promessa de reconstrução pós-regime. Ainda não há detalhes concretos sobre como seria o plano de reerguimento econômico do país, mas a menção a investimentos de petroleiras indica que a Casa Branca já avalia parcerias com o setor privado.

A Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, viu sua produção despencar nos últimos anos devido à má gestão, sanções e falta de investimentos. Para Trump, a reconstrução do setor energético é o primeiro passo para tirar o país da crise. "Sem petróleo, não há futuro para a Venezuela", declarou o presidente.

O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, ainda não se pronunciou oficialmente sobre as declarações. No entanto, diplomatas ouvidos pela reportagem avaliam que a fala de Trump pode pressionar ainda mais o regime de Maduro e acelerar discussões no âmbito do Grupo de Contato Internacional sobre a Venezuela.

A oposição venezuelana, por sua vez, recebeu com cautela as declarações. Líderes opositores afirmam que qualquer plano de reconstrução deve ser liderado pelos próprios venezuelanos, mas reconhecem que o apoio dos EUA é fundamental para isolar o regime e garantir uma transição pacífica.

Com as eleições presidenciais americanas se aproximando, analistas acreditam que Trump busca reforçar sua imagem de estadista forte no cenário internacional, ao mesmo tempo em que tenta mostrar resultados concretos na política externa. A crise venezuelana segue como um dos principais focos de tensão na América Latina.