Castro diz que nem cogitou pedir GLO ao governo federal
O governador Castro afirmou que nunca considerou solicitar uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ao governo federal. A declaração foi feita durante entrevista coletiva, na qual destacou que as forças de segurança estaduais são plenamente capazes de manter a ordem pública sem necessidade de intervenção federal.
A GLO é um instrumento jurídico previsto na Constituição brasileira que autoriza o emprego das Forças Armadas em operações de segurança pública em situações de grave crise institucional ou de calamidade. Especialistas apontam que o mecanismo costuma ser acionado quando as polícias locais se mostram insuficientes para conter a violência.
A posição de Castro contrasta com a de outros governadores que já recorreram à GLO em momentos de crise. No Rio de Janeiro, o instrumento foi utilizado em anos anteriores para reforçar a segurança em áreas críticas. O governador, no entanto, sinalizou que não vê necessidade neste momento, confiando na atuação das polícias Civil e Militar e em outras políticas estaduais de segurança.
A declaração gerou repercussão entre analistas políticos e especialistas em segurança pública. Para alguns, a recusa em pedir a GLO pode indicar uma relação de autonomia entre o governo estadual e o governo federal, além de uma aposta na capacidade das corporações locais. Outros alertam que a medida pode ser necessária em cenários de escalada da violência.
O debate ocorre em meio a discussões mais amplas sobre o papel das Forças Armadas na segurança interna do país. O governo federal, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre a declaração de Castro. O Jornal de Meriti acompanha o desdobramento do caso.