Em campanha para as próximas eleições presidenciais no Chile, um candidato de direita assumiu um discurso duro contra a imigração ilegal. Durante um comício na capital Santiago, ele prometeu que, se eleito, adotará medidas enérgicas para deportar estrangeiros em situação irregular no país.
O candidato, cuja identidade não foi confirmada oficialmente, mas que é amplamente associado a posições conservadoras, criticou o que chamou de "falta de controle nas fronteiras" e afirmou que a imigração descontrolada sobrecarrega os serviços públicos e ameaça a segurança dos chilenos. Ele defendeu a criação de um programa de deportação acelerada e o endurecimento das leis de imigração.
A proposta gerou reações divididas. Apoiadores elogiaram a postura firme, enquanto organizações de direitos humanos alertaram para possíveis violações e estigmatização de comunidades imigrantes. O debate sobre imigração tem se intensificado no Chile nos últimos anos, especialmente com o aumento do fluxo migratório de países vizinhos como Venezuela e Haiti.
O Chile enfrenta um crescimento expressivo da população imigrante na última década, o que colocou o tema no centro do debate eleitoral. Diversos candidatos têm apresentado propostas para regularizar ou restringir a entrada de estrangeiros. A posição do candidato de direita reflete uma tendência observada em vários países da região, onde discursos de endurecimento migratório ganham força entre setores conservadores.
O candidato ainda não detalhou como financiaria as deportações nem como lidaria com os casos de refugiados e solicitantes de asilo. A promessa, no entanto, já mobiliza eleitores que priorizam a segurança e a ordem pública.
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