Em votação recente, a Câmara dos Deputados rejeitou o pedido de cassação do mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A maioria dos parlamentares presentes votou contra a perda do cargo, encerrando a tramitação do processo no plenário.

O pedido de cassação teve origem em representações no Conselho de Ética da Câmara, que apontaram supostas violações ao decoro parlamentar. Entre os episódios que motivaram as representações estão declarações polêmicas sobre o sistema eleitoral e condutas durante a campanha de 2022, além do episódio em que a deputada portou e disparou uma arma de fogo em via pública na véspera do segundo turno das eleições presidenciais.

Durante a votação, a defesa de Carla Zambelli argumentou que as acusações não tinham fundamento jurídico sólido e que a cassação representaria uma punição desproporcional. Parlamentares da base do governo e da oposição se dividiram, mas prevaleceu o entendimento de que não havia elementos suficientes para a perda do mandato.

Carla Zambelli, conhecida por seu perfil conservador e alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se uma figura polarizadora na política brasileira. Seu mandato segue ativo, embora outras investigações envolvendo a parlamentar ainda tramitem no Conselho de Ética e no Judiciário.

A decisão reacende o debate sobre os limites da imunidade parlamentar e os critérios para punição de deputados federais. Organizações da sociedade civil e observadores políticos acompanham os desdobramentos do caso e as possíveis repercussões para o cenário político nacional.

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