O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, Renan Calheiros (MDB-AL), acusou o Centrão e os “dirigentes da Câmara dos Deputados” de pressionarem o Tribunal de Contas da União (TCU) a não fiscalizar a liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil (BC).
“Isso foi uma pressão do Centrão e dos dirigentes da Câmara dos Deputados sobre um setor do Tribunal de Contas da União que acabou levando o Tribunal de Contas àquela exposição”, declarou, em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (4).
-
Comissão do Senado cria grupo para acompanhar desvios do Master e possível CPI
Senador fala em “chantagem” contra ministro do Tribunal de Contas
Calheiros ainda revelou que a CAE, em meio à abertura de um grupo de trabalho para investigar o caso Master, solicitou ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) cópias de “todos os procedimentos que o Centrão e os dirigentes da Câmara dos Deputados acabaram chantageando para um ministro do Tribunal de Contas abrir”, referindo-se a Jhonatan de Jesus, relator do caso.
O grupo de trabalho, de acordo com Calheiros, será permanente. “Terá, ao final da investigação, um relatório final, e nós podemos fazer, quantas vezes for necessário, relatórios preliminares”, revelou.
A criação do grupo de trabalho ocorre após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se reunir com líderes e avisar que seguirá a ordem cronológica para a análise dos requerimentos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Com isso, a CPI do Banco Master vai para o final de uma fila que já acumula 15 pedidos.
- Renan defende solução legislativa para aumentar rigor de fiscalização do BC
Parlamentar deve se reunir com Galípolo e pede que Toffoli retire sigilo das investigações
O senador ainda falou sobre uma reunião com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, prevista para esta quarta-feira (4): “O Banco Central é o maior interessado nessa investigação”, avaliou, reiterando que o grupo de trabalho será de caráter permanente.
Calheiros ainda defende que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli levante o sigilo imposto a toda a investigação, não apenas aos vídeos dos depoimentos. “A luz do sol acaba sendo o maior detergente, e o acompanhamento da sociedade brasileira com relação a essa que é a maior fraude contra o sistema financeiro nacional precisa ser acompanhada pela sociedade”, completa.
@jornaldemeriti – Aqui você fica por dentro de tudo.
Fala com a gente no WhatsApp: (21) 97914-2431
