Brasil cai em índice global de solidez de sistemas de previdência privada e pública
O Brasil apresentou uma piora na mais recente edição do índice global que mede a solidez e a sustentabilidade dos sistemas de previdência privada e pública. A queda reflete desafios estruturais que vêm sendo apontados por especialistas e organismos internacionais.
O índice, elaborado por instituições especializadas, avalia pilares como adequação dos benefícios, sustentabilidade financeira, integridade do sistema e cobertura da população. Na avaliação mais recente, o Brasil perdeu posições em relação a países semelhantes, especialmente nos critérios ligados à saúde fiscal do regime público e à maturidade da previdência complementar.
No sistema público, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) continua sob pressão demográfica e fiscal. O envelhecimento da população reduz a relação de trabalhadores ativos para inativos, elevando o déficit previdenciário. Reformas realizadas nos últimos anos ainda não foram suficientes para garantir o equilíbrio de longo prazo, e novas medidas são consideradas necessárias.
Já a previdência privada, tanto aberta quanto fechada (fundos de pensão), enfrenta o desafio de ampliar a adesão em um cenário de renda estagnada e baixa educação financeira. A queda nas taxas de juros reais também impacta a rentabilidade dos planos de contribuição definida, exigindo revisão de expectativas.
O índice global de solidez serve como alerta para o Brasil: sem um conjunto coerente de reformas que fortaleçam ambos os pilares, o sistema previdenciário pode se tornar insustentável nas próximas décadas. O debate sobre a previdência envolve não apenas o Congresso Nacional, mas também a sociedade civil, empregadores e trabalhadores.
Para quem deseja se aprofundar, o Jornal de Meriti oferece cobertura regular sobre economia, política fiscal e previdência. Continue acompanhando nossas notícias na categoria Economia ou retorne à página inicial.