Barroso oficializa aposentadoria e deixa STF nesta sexta
O ministro Luís Roberto Barroso oficializou nesta sexta-feira sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando um período de mais de uma década na mais alta corte do país. O pedido foi protocolado na Secretaria do Tribunal e será analisado pelo plenário, iniciando o processo de transição que culminará com a nomeação de seu sucessor pelo presidente da República.
Barroso, que presidiu o STF entre 2023 e 2025, deixa o tribunal após uma carreira marcada por decisões emblemáticas em temas como direitos fundamentais, combate à corrupção e liberdade de expressão. Em sua carta de despedida, o ministro destacou o orgulho de ter servido ao Brasil e agradeceu aos colegas e servidores pelo período de intenso trabalho.
Com a saída de Barroso, abre-se uma nova vaga na Corte. Caberá ao presidente da República escolher um novo nome, que precisará ser aprovado pelo Senado Federal em sabatina pública. A expectativa no meio jurídico e político é de que o substituto mantenha o perfil técnico e progressista que marcou a atuação de Barroso, embora especulações sobre possíveis indicados já movimentem os bastidores de Brasília.
A aposentadoria do ministro ocorre em um momento de renovação na composição do STF. Nos últimos anos, o tribunal passou por diversas mudanças, com a chegada de novos ministros indicados por diferentes governos. A saída de Barroso é vista como mais um capítulo dessa transição, que deve redefinir os equilíbrios internos da Corte nos próximos anos.
Juristas consultados pelo Jornal de Meriti avaliam que o legado de Barroso é significativo, especialmente em pautas ligadas à sustentabilidade, igualdade de gênero e direitos humanos. Sua passagem pela presidência do STF também foi lembrada pela modernização administrativa e pelo diálogo institucional com os demais Poderes.
A cerimônia de despedida está prevista para a próxima sessão plenária, e até lá o ministro segue em exercício pleno de suas funções.