Austrália concede asilo a jogadoras do Irã após protesto
O governo australiano concedeu asilo a um grupo de jogadoras de futebol iranianas que enfrentavam perseguição após participarem dos protestos contra o regime iraniano. As atletas, que atuavam em clubes e na seleção nacional, foram alvo de represálias por se manifestarem contra a opressão às mulheres no Irã.
As manifestações no Irã começaram em setembro de 2022, após a morte de Mahsa Amini sob custódia da polícia da moral. O movimento rapidamente se espalhou pelo país, conquistando apoio de diversos setores da sociedade, incluindo atletas. As jogadoras de futebol aderiram aos protestos tirando o hijab durante partidas, usando braçadeiras coloridas e exibindo faixas com palavras de ordem. Em resposta, o governo iraniano iniciou uma forte repressão, prendendo atletas e banindo-as do esporte.
A Federação Internacional de Futebol (FIFA) interveio, cobrando garantias de segurança para as jogadoras. No entanto, diante das ameaças contínuas, um grupo de atletas decidiu buscar refúgio fora do Irã. Após contatos com organizações de direitos humanos, a Austrália se dispôs a conceder asilo humanitário.
O processo está sendo coordenado pelo Departamento de Imigração australiano, que já emitiu vistos temporários para as jogadoras e seus familiares. Elas receberão suporte para se estabelecer no país, incluindo moradia, assistência médica e cursos de inglês. A Federação Australiana de Futebol também se comprometeu a apoiá-las na continuação de suas carreiras.
Atualmente, as jogadoras vivem em cidades como Sydney e Melbourne, onde treinam em clubes locais enquanto aguardam a regularização de sua situação. A esperança delas é poder representar clubes australianos e inspirar outras mulheres a lutar por liberdade e igualdade.
O caso das jogadoras iranianas reacende o debate sobre o uso do esporte como plataforma de resistência política. Organizações internacionais continuam monitorando a situação das mulheres no Irã, onde as manifestações ainda persistem.
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