Área de descarte em Venda Velha atravessou gestões e seguia ativa de 2014 a 2026
A região de Venda Velha, em São João de Meriti, foi palco de uma situação que se arrastou por mais de uma década: uma área utilizada para descarte de resíduos operou sem o devido licenciamento ambiental entre os anos de 2014 e 2026. Informações de órgãos ambientais indicam que o local permaneceu ativo durante todo esse período, atravessando diferentes gestões municipais sem que a situação fosse regularizada.
A falta de licenciamento ambiental é uma violação direta às normas vigentes, que exigem que qualquer atividade de destinação de resíduos obtenha autorização dos órgãos competentes. A área em questão, localizada no bairro Venda Velha, acumulou ao longo dos anos resíduos de diversas naturezas, gerando preocupações quanto aos impactos ambientais e à saúde pública.
Embora a existência do ponto de descarte fosse de conhecimento público, as medidas para sua regularização ou encerramento não avançaram de forma efetiva. Órgãos de fiscalização apontaram as irregularidades, mas a área seguiu operando à margem da lei.
O caso levanta questões sobre a eficácia da fiscalização ambiental e a necessidade de políticas públicas mais rigorosas para o gerenciamento de resíduos sólidos. A população de São João de Meriti também expressou preocupação, especialmente os moradores das proximidades, que convivem com os transtornos causados pelo acúmulo de lixo e entulho.
A legislação ambiental brasileira estabelece que empreendimentos ou atividades que utilizam recursos naturais ou que possam causar degradação ambiental dependem de licenciamento. No caso da área de descarte em Venda Velha, a ausência de licença configura infração administrativa e criminal. Os órgãos ambientais têm o dever de fiscalizar e aplicar sanções.
A continuidade da operação por mais de uma década indica falhas no sistema de monitoramento e na aplicação das penalidades. As gestões municipais que se sucederam no período também são questionadas por não terem resolvido o problema.
A situação não é isolada. Em muitas cidades brasileiras, áreas de descarte irregulares persistem devido à falta de alternativas adequadas de destinação de resíduos e à insuficiência de fiscalização. São João de Meriti, como parte da Baixada Fluminense, enfrenta desafios adicionais relacionados ao crescimento urbano desordenado.
Para os moradores de Venda Velha, o encerramento da atividade e a recuperação ambiental são urgentes. A poluição do solo e da água pode trazer consequências de longo prazo para a saúde e o meio ambiente.
O caso segue em acompanhamento. A população espera que as autoridades competentes tomem as providências necessárias para resolver a situação e evitar que novas áreas de descarte irregulares surjam na região.