O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, convocou uma coletiva de imprensa após a aprovação do Projeto de Lei Antifacção na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A medida, que endurece as penas contra integrantes de facções criminosas, foi aprovada com amplo apoio dos deputados estaduais.

Durante a coletiva, Derrite surpreendeu os jornalistas ao recusar responder perguntas sobre a aplicação da nova lei e sobre operações em andamento. Em vez disso, o secretário dedicou grande parte de sua fala para elogiar o governador Tarcísio de Freitas e o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando-os como "líderes comprometidos com o combate ao crime organizado".

A postura de Derrite gerou críticas de entidades de imprensa, que classificaram a atitude como falta de transparência. Em nota, a Associação dos Jornalistas de São Paulo lamentou que o secretário tenha evitado esclarecer pontos fundamentais sobre a implementação do PL Antifacção.

O PL Antifacção prevê o aumento de penas para crimes como formação de quadrilha, tráfico de drogas e homicídio quando cometidos por organizações criminosas. A expectativa é que a lei entre em vigor nos próximos dias, após sanção do governador. Derrite afirmou que a medida representa um marco na segurança pública paulista.

O episódio ocorre em meio a debates sobre transparência e comunicação do governo estadual. A coletiva de Derrite foi a primeira aparição pública do secretário após a votação do projeto.

Voltar para Política