Ansiedade e depressão disparam entre crianças e adolescentes no Brasil, aponta Ministério da Saúde
Um relatório recente do Ministério da Saúde acendeu um sinal de alerta em todo o país. Os números mostram um crescimento exponencial nos diagnósticos de transtornos de ansiedade e depressão entre crianças e adolescentes brasileiros. A pasta classificou a situação como um desafio prioritário para a saúde pública, exigindo uma resposta coordenada entre governo, escolas e famílias.
De acordo com o levantamento, os casos de ansiedade representam a maior fatia dos registros, com sintomas que vão desde preocupação excessiva até manifestações físicas, como insônia e dores pelo corpo. Já a depressão, embora com números menores, apresentou o maior crescimento proporcional. Especialistas ouvidos pela pasta apontam que o aumento do tempo de exposição a telas, a pressão por desempenho escolar e o legado de estresse pós-pandemia são fatores determinantes para o agravamento do quadro de saúde mental dos jovens.
O Ministério destacou que o acesso ao tratamento ainda é um gargalo. Muitas famílias enfrentam longas filas de espera para atendimento psicológico e psiquiátrico na rede pública. Para tentar reverter esse cenário, a pasta anunciou a ampliação do programa de saúde mental nas escolas, com a capacitação de professores para identificar sinais precoces de sofrimento psíquico, e o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada para o cuidado.
A orientação do Ministério da Saúde para pais e responsáveis é que estejam atentos a mudanças bruscas de comportamento, isolamento social, queda no rendimento escolar e alterações no apetite ou no sono. Diante de qualquer sinal, a recomendação é buscar ajuda profissional em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A campanha de conscientização "Saúde Mental Infantojuvenil" deve ser intensificada nos próximos meses para reduzir o estigma e incentivar a procura por ajuda.