Anderson Torres pede redução de pena na trama golpista e nega relação com minuta política

O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, apresentou um pedido formal de redução de pena ao Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito das investigações que apuram a suposta trama golpista. A defesa do ex-ministro nega veementemente qualquer relação com a chamada "minuta do golpe", documento que teria sido elaborado para justificar uma ruptura institucional e a decretação de estado de sítio.

Torres foi uma das figuras centrais nos inquéritos que investigam os atos de 8 de janeiro de 2023 e a suposta tentativa de manter o então presidente Jair Bolsonaro no poder. Preso em operação da Polícia Federal, ele cumpriu medidas cautelares e agora busca um acordo processual que possa reduzir sua eventual pena.

A estratégia jurídica de Torres se concentra em afastar sua imagem da redação e da articulação do documento apreendido pela PF. Segundo seus advogados, não há provas materiais de que ele tenha participado das reuniões ou da elaboração da minuta. A defesa sustenta que as acusações se baseiam em interpretações e delações premiadas sem provas diretas.

O caso tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou, e a expectativa é de que o STF tome decisões importantes nos próximos meses. Torres busca, com a negociação, evitar uma condenção severa ou uma prisão prolongada.

O cenário político e jurídico acompanha com atenção os desdobramentos do caso, que prometem impactar o equilíbrio de forças no país.

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