Economia

Amortecedor em crédito imobiliário tornaria parcelas mais previsíveis, diz estudo do BC

Um estudo do Banco Central (BC) aponta que a adoção de um mecanismo de amortecimento no crédito imobiliário brasileiro tornaria as parcelas mais previsíveis ao longo do tempo, reduzindo o impacto de variações nas taxas de juros e no saldo devedor. O estudo, divulgado pelo Departamento de Estatísticas do BC, analisa diferentes metodologias de cálculo para financiamentos habitacionais e propõe alternativas que estabilizam o valor das prestações mensais.

De acordo com a pesquisa, o modelo atualmente mais utilizado no Brasil, a Tabela Price, concentra o pagamento dos juros nas primeiras parcelas e pode gerar saldo residual elevado ao final do contrato. Já o Sistema de Amortização Constante (SAC) reduz o saldo devedor mais rapidamente, mas impõe parcelas iniciais mais altas. O chamado "amortecedor" proposto pelo BC combinaria elementos de ambos os sistemas para suavizar a trajetória das prestações.

O estudo sugere que essa abordagem híbrida poderia beneficiar mutuários de baixa e média renda, que são mais sensíveis a variações no valor das parcelas. Além disso, a previsibilidade ajudaria no planejamento financeiro das famílias e reduziria a inadimplência no setor habitacional.

O documento faz parte de uma série de análises do BC sobre o mercado de crédito brasileiro e deve subsidiar discussões regulatórias sobre novos produtos imobiliários. O texto completo está disponível no site do Banco Central.