A despedida de Barroso do STF
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez seu discurso de despedida da Corte nesta sessão. Emocionado, ele agradeceu aos colegas, servidores e à sociedade brasileira pela oportunidade de servir como magistrado.
Barroso foi indicado ao STF pela presidenta Dilma Rousseff em 2013 e assumiu em junho daquele ano. Durante seus anos na Corte, destacou-se por sua atuação em temas como direitos fundamentais, liberdade de expressão, combate à corrupção e questões institucionais. Presidiu o Supremo entre 2023 e 2025, período em que conduziu julgamentos emblemáticos e enfrentou desafios na relação entre os Poderes.
Em seu discurso, o ministro fez um balanço de sua trajetória, mencionando a importância da estabilidade democrática e do respeito à Constituição. Ele também destacou o papel do STF na proteção das minorias e na garantia do Estado de Direito.
A saída de Barroso ocorre em meio a especulações sobre o futuro da composição do STF. O presidente da República deverá indicar um novo nome para ocupar a vaga, que passará pelo crivo do Senado Federal.
Colegas de tribunal prestaram homenagens ao ministro, reconhecendo sua dedicação e contribuição ao Judiciário brasileiro. O decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, destacou a "inteligência ímpar" e o "compromisso republicano" de Barroso.
A saída do ministro ocorre em um momento de tensão entre os Poderes, e sua trajetória na Corte deixa um legado de defesa intransigente da democracia. Associados e juristas manifestaram respeito por sua atuação, enquanto críticos apontam posições polêmicas. Independentemente das avaliações, a passagem de Barroso pelo STF marcou a jurisprudência brasileira em áreas como direitos humanos, meio ambiente e regulação digital.
Com a saída, o STF passa a contar com 10 ministros, aguardando a nova nomeação. A despedida de Barroso marca o fim de um ciclo importante na história recente do Supremo.