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Vida em São Paulo tem salários maiores, mas é cercada de desigualdades | Brasil

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São Paulo chega aos 472 anos como uma das cidades em que os trabalhadores, em média, ganham mais no país, mas também cercada de desafios, como as grandes diferenças entre as regiões do município.

Segundo o mais recente Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quem trabalhava em São Paulo ganhava, em média, R$ 4.587, em 31º lugar no país e quase dois terços mais que a média nacional (R$ 2.851).

Porém, esse mesmo dado mostra que os homens empregados ganham 35% mais que as mulheres que trabalham em São Paulo — na média nacional, a vantagem masculina é de 24%.

A população da cidade também enfrenta forte diferença de rendimento, que pode chegar a quase 600% dependendo depender da região em que se vive. No Itaim Bibi, na zona oeste, o valor médio para quem trabalha com carteira assinada ficou em R$ 8.275, enquanto no Pari, na região central, era de R$ 1.232, segundo o Mapa da Desigualdade de São Paulo 2025, da Rede Nossa São Paulo.

Em São Paulo, 62% das pessoas gastam mais de meia hora no deslocamento de casa para o trabalho, o dobro da média nacional e o 16º município do país em que é preciso mais tempo nesse trajeto.

Para quem ganha no máximo um salário mínimo, essa parcela aumenta para 81%. Já entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 27% passam pelo menos meia hora entre a residência e o trabalho, segundo os dados do Censo do IBGE.

A desigualdade paulistana pode ser notada nos números da saúde, com um contraste entre uma cidade que, dependendo da região em que se vive, tem números de Holanda e Bélgica ou de países que viveram guerras civis nas últimas décadas, como Serra Leoa e República Democrática do Congo.

Na média, a expectativa de vida do morador da maior cidade do país é de 71, número que a coloca perto do topo entre as capitais brasileiras.

Esse número, porém, tem padrões de ricos países europeus em locais como Alto de Pinheiros (82 anos) e Pinheiros e Jardim Paulista (81 anos em ambos), segundo o Mapa da Desigualdade. Em Cidade Tiradentes, no leste do município, a média é 57 anos, mais próximo de países pobres que passaram por conflitos recentes, de acordo com o levantamento baseado em dados do governo federal e da Secretaria municipal de Saúde de São Paulo.

O nível de instrução de São Paulo é maior que a média nacional, mas isso não significa que a cidade mais rica do país esteja nos primeiros lugares nos rankings que medem a qualidade de educação no país. Em São Paulo, 65% da população paulistana tem ao menos ensino médio completo, ante 52,6% no Brasil. Nesse indicador, a cidade está em 55º lugar no país, segundo o Censo do IBGE, em lista que é liderada pela vizinha São Caetano do Sul (78%).

Quando o recorte é só para pessoas que possuem superior completo, a posição de São Paulo sobe para o 22º lugar (27,7%), em ranking que tem São Caetano novamente na liderança (45,2%). A média nacional é 16,8%.

No Ideb (indicador que mede a qualidade da educação básica), as escolas públicas de São Paulo ficaram na 563ª colocação entre 643 municípios paulistas analisados para os anos iniciais no ensino fundamental, segundo os dados mais recentes, referentes a 2023 e divulgados em 2024. O cenário é muito parecido nos finais do ensino fundamental (561º lugar entre 627 localidades do Estado).

Na Vila Mariana, no sul da cidade, no entanto, a nota para os anos inicias na avaliação foi de 7,3, segundo o Mapa da Desigualdade, o que a colocaria em 40º lugar no ranking estadual. No Pari, porém, o resultado cai para 4,8, pior que qualquer um dos outros munícipios de São Paulo analisados pelo Ministério da Educação.

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