O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (29) que o ditador da Rússia, Vladimir Putin, aceitou um pedido dele para não atacar a Ucrânia durante uma semana.
“Pessoalmente, pedi ao presidente Putin que não atacasse Kiev e várias cidades por uma semana, e ele concordou em fazer isso”, disse Trump em uma reunião de gabinete, segundo informações da agência Reuters.
O republicano citou o “frio extraordinário” na região como a principal razão para seu pedido, já que a Rússia seguia bombardeando infraestruturas de energia ucranianas em meio ao inverno no Hemisfério Norte.
“[A conversa] foi muito boa. Muitas pessoas disseram: ‘Não adianta telefonar, você não vai conseguir [a trégua de uma semana]’. E ele aceitou”, acrescentou Trump. O Kremlin ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Em março do ano passado, Trump já havia combinado com Putin um cessar-fogo de 30 dias nos ataques a infraestruturas de energia ucranianas, mas o ditador descumpriu o compromisso e a ofensiva russa a esses alvos continuou nas semanas seguintes.
Em novembro, o presidente americano propôs um plano de paz entre Rússia e Ucrânia de 28 pontos, entre eles, o reconhecimento internacional das regiões ucranianas da Crimeia, de Lugansk e Donetsk como territórios russos, o que daria a Moscou áreas que não conseguiu conquistar no campo de batalha, já que, embora controle as duas primeiras regiões totalmente, controla apenas 70% da terceira.
Outros pontos da proposta foram que o tamanho das Forças Armadas da Ucrânia fosse limitado a 600 mil militares (hoje, têm cerca de 900 mil) e que o país incluísse em sua Constituição uma cláusula de não adesão à Otan. Em troca, a Ucrânia receberia garantias de segurança contra futuras invasões.
Na véspera de Natal, após negociações com os EUA, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apresentou uma contraproposta de 20 pontos, na qual a Ucrânia não renuncia a ingressar algum dia na Otan, nem reconhece a soberania russa sobre a Crimeia e outros territórios ocupados, ao propor duas opções: congelar a atual linha de frente em Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson ou desmilitarizar a zona de Donetsk que a Ucrânia ainda controla e que Moscou reivindica, que seria protegida por tropas internacionais, mediante aprovação em referendo nacional.
No domingo (1º), ocorrerá em Abu Dhabi a segunda rodada de negociações entre russos e ucranianos com mediação dos Estados Unidos para discutir essas propostas.
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