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Trump diz que obterá Groenlândia “de um jeito ou de outro”

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O presidente dos EUA, Donald Trump, elevou o tom sobre a Groenlândia na noite de domingo (11), citando ameaças de outras potências como China e Rússia. Em declarações à imprensa a bordo do Air Force One, o líder americano mencionou um acordo com as autoridades dinamarquesas e groenlandesas, mas não descartou o uso de outros métodos.

“Se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão, e não vou deixar isso acontecer. Eu gostaria de fazer um acordo com eles, é mais fácil. Mas obteremos o território de um jeito ou de outro. (…) A Groenlândia deve fazer um acordo [com os EUA], porque eles não querem ver a Rússia ou a China dominar. (…) E sabe qual a defesa da Groenlândia? Basicamente dois trenós puxados por cachorros”, brincou o chefe da Casa Branca.

O debate sobre o futuro da Groenlândia voltou a ferver no final de semana. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou no domingo que seu país, a Europa e os aliados se encontram em uma “encruzilhada” diante do “conflito” com os EUA sobre o controle da ilha ártica.

Segundo a autoridade, o mundo como tem sido conhecido até agora “acabará” se o presidente americano decidir tomar pela força o território autônomo da Dinamarca, outro aliado da Otan. A premiê evitou responder se a Dinamarca possui um plano caso os EUA tentem realmente tomar a Groenlândia pela força.

China acusa EUA de usarem outros países como pretexto para anexar Groenlândia

O regime da China Ministério das Relações Exteriores da China pediu nesta segunda-feira os Estados Unidos a que “não usem outros países como desculpa para seus próprios propósitos egoístas”, diante das pretensões do presidente americano, Donald Trump, de controlar a Groenlândia com o argumento, entre outros, de que a ilha não está suficientemente protegida contra China e Rússia.

“O direito e a liberdade de todos os países de realizar atividades normais na região do Ártico devem ser respeitados”, sustentou em entrevista coletiva a porta-voz-chefe da chancelaria, Mao Ning.

Segundo a porta-voz, as atividades da China na zona têm como finalidade “a paz, a estabilidade e o desenvolvimento da região”.

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