O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (16) que não apoiou a líder opositora da Venezuela, María Corina Machado, para comandar o país caribenho porque temeu uma situação parecida com a do Iraque após a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003, em razão de uma invasão americana.
“Bem, se vocês se lembram de um lugar chamado Iraque, onde todo mundo foi demitido, absolutamente todo mundo, a polícia, os generais, todo mundo foi demitido, e eles acabaram se tornando o Estado Islâmico”, disse Trump a jornalistas ao sair da Casa Branca, para passar o fim de semana na Flórida. “Então, eu me lembro disso”, acrescentou, segundo informações da emissora CNN.
Apesar desse comentário, Trump elogiou María Corina, que o visitou na quinta-feira (15) na Casa Branca e deu de presente ao mandatário americano a medalha por ter recebido o Prêmio Nobel da Paz de 2025.
“Tive uma ótima reunião ontem com uma pessoa por quem tenho muito respeito, e ela obviamente tem respeito por mim e pelo nosso país, e ela me deu o Prêmio Nobel dela”, disse Trump, que explicou por que aceitou a medalha.
“Bem, ela me ofereceu. Achei muito gentil. Ela disse: ‘Você encerrou oito guerras, e ninguém merece este prêmio mais do que você na história’. E eu achei um gesto muito gentil e, aliás, acho que ela é uma mulher muito boa, e conversaremos novamente”, afirmou o presidente americano.
Após o ditador Nicolás Maduro ter sido capturado em uma operação militar americana no último dia 3, Trump alegou que seria “muito difícil” para María Corina “ser a líder” da Venezuela, já que, segundo ele, a oposicionista “não tem o apoio nem o respeito [necessários] dentro do país”.
Ele tem negociado com a ditadora interina Delcy Rodríguez, chamada de “pessoa fantástica” pelo presidente americano na quarta-feira (14).
Após o encontro com Trump, María Corina disse, em entrevista à Fox News, que espera ainda ser presidente da Venezuela um dia.
“Há uma missão: transformar a Venezuela nessa terra de graça, e acredito que serei eleita presidente da Venezuela no momento certo. Quando chegar a hora certa, serei a primeira mulher eleita presidente da Venezuela”, afirmou.
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