O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (19), em Washington, que o mundo saberá “nos próximos 10 dias” se haverá um acordo com o Irã ou se os EUA poderão avançar para uma ação militar contra o regime islâmico. A declaração foi feita durante a primeira reunião do Conselho de Paz, no Donald J. Trump Institute of Peace.
“Talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Você provavelmente descobrirá nos próximos 10 dias”, afirmou Trump. Em outro momento, ele reforçou que é necessário fechar um “acordo significativo” com Teerã ou coisas “ruins podem acontecer”.
“Temos que fazer um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins podem acontecer”, declarou.
Trump afirmou que as conversas com representantes iranianos nos últimos dias foram “muito boas”, mas reconheceu que historicamente não é fácil chegar a um acordo com o país sobre seu programa nuclear. Ele também destacou que o Irã “não pode ter uma arma nuclear”.
De acordo com a CNN e o The New York Times, o governo americano avalia opções militares e as Forças Armadas estariam preparadas para uma possível ação contra Teerã caso não haja acordo, embora o presidente ainda não tenha tomado uma decisão final. As reportagens indicam que o tema foi discutido internamente nesta semana.
Nos últimos dias, o governo americano intensificou sua presença militar no Oriente Médio. Já está operando na região desde janeiro o porta-aviões USS Abraham Lincoln. A Casa Branca também enviou para a lá o porta-aviões USS Gerald Ford, o maior do mundo, que deixou o Caribe, onde atuou como um poder de dissuasão ao crime organizado. Além disso, segundo a empresa de inteligência aberta OSINTDefender, aeronaves de reabastecimento e comunicação foram transferidas dos EUA para bases na Europa.
O secretário de Estado, Marco Rubio, já afirmou que o reforço militar visa proteger forças americanas de eventual ataque iraniano e pressionar Teerã nas negociações. Já o vice-presidente J.D. Vance declarou, após conversas recentes, que o Irã não estaria disposto a avançar dentro das “linhas vermelhas” estabelecidas por Washington.
Trump elogiou nesta quinta-feira o trabalho do enviado especial Steve Witkoff e de seu genro, Jared Kushner, que participaram de reuniões na Suíça com representantes iranianos.
“Eles estão se reunindo e têm uma boa relação com os representantes do Irã. Boas conversas estão sendo realizadas”, disse.
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