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Trump avalia barrar Exxon Mobil de investir na Venezuela | Mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pode impedir a Exxon Mobil de investir na Venezuela após o presidente-executivo da petroleira ter classificado o país como “não investível” durante uma reunião na Casa Branca na última sexta-feira (9).

Darren Woods, CEO da Exxon, disse a Trump, durante a reunião de alto nível com pelo menos outros 17 executivos do setor de petróleo, que a Venezuela precisaria mudar suas leis antes de se tornar uma oportunidade atraente de investimento.

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Trump havia instado o grupo a investir US$ 100 bilhões para revitalizar a indústria petrolífera da Venezuela no encontro, ocorrido menos de uma semana depois de as forças americanas capturarem e removerem do poder o ex-ditador Nicolás Maduro em uma operação militar.

As declarações céticas de Wood ganharam as manchetes, minando as esperanças da Casa Branca de faturar com o engajamento com os executivos mais proeminentes do setor de petróleo no mundo.

Eu não gostei da resposta da Exxon“, disse Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, no domingo (11), durante o voo de volta a Washington. “Provavelmente vou me inclinar a manter a Exxon de fora. Eu não gostei da resposta deles. Estão sendo espertinhos demais.”

Exxon Mobil, ConocoPhillips e Chevron, os três maiores produtores de petróleo dos EUA, foram por décadas os parceiros mais importantes da estatal petrolífera venezuelana PDVSA.

O governo do falecido ex-presidente Hugo Chávez nacionalizou a indústria de petróleo entre 2004 e 2007. Enquanto a Chevron negociou acordos para se associar à PDVSA, a ConocoPhillips e a Exxon deixaram o país e ingressaram depois com processos de arbitragem. Segundo decisões judiciais, a Venezuela deve às duas empresas mais de US$ 13 bilhões.

“Tivemos nossos ativos confiscados lá duas vezes, e, portanto, é possível imaginar que reentrar pela terceira vez exigiria mudanças bastante significativas em relação ao que vimos historicamente”, disse Woods no encontro na Casa Branca.

Woods afirmou que a Exxon precisa que a Venezuela reintroduza proteções duráveis aos investimentos e que a lei de hidrocarbonetos do país também precisa ser reformada.

“Se olharmos para os arranjos e marcos legais e comerciais em vigor hoje na Venezuela, trata-se de um ambiente não investível”, afirmou o executivo da Exxon.

No encontro da sexta-feira, Trump afirmou que o governo americano decidirá quais empresas poderão operar na Venezuela.

“Vocês estão lidando diretamente conosco. Não estão lidando com a Venezuela de alguma forma. Não queremos que lidem com a Venezuela”, afirmou o presidente americano.

No sábado, Trump assinou uma ordem executiva para impedir que tribunais ou credores confisquem receitas vinculadas à venda de petróleo venezuelano mantidas em contas do Tesouro dos EUA.

— Foto: LM Otero/AP

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