As exportações taiwanesas de servidores para processamento de inteligência artificial generativa estão crescendo, com as remessas para os Estados Unidos, o maior mercado da ilha, previstas para dobrar em 2025 em relação ao ano anterior.
As principais empresas, Foxconn, Quanta Computer e Wistron, estão aumentando a produção nos Estados Unidos, em Taiwan e em outros países para atender à crescente demanda.
“Vamos pelo menos dobrar nossa capacidade de produção até o fim de 2026”, disse Elton Yang, diretor financeiro da Quanta Computer, durante uma apresentação de resultados do trimestre de julho a setembro, em 12 de novembro, detalhando um plano para expandir a produção.
A empresa é uma das principais fornecedoras de serviços de manufatura eletrônica (EMS) de Taiwan. Por muitos anos, seu principal negócio foi a produção de notebooks, como o MacBook da Apple, mas seu negócio na fabricação de servidores para empresas como a Nvidia e os principais provedores de serviços em nuvem dos Estados Unidos cresceu rapidamente. A receita de janeiro a setembro aumentou 49,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,49 trilhão de novos dólares taiwaneses (US$ 47,8 bilhões), o maior valor já registrado para esse período. O segmento de servidores de inteligência artificial da empresa, que se acredita representar cerca de metade da receita, deverá alcançar um crescimento de três dígitos novamente em 2026, de acordo com Yang.
As principais instalações de produção da Quanta estão localizadas em Taiwan, Tailândia e Estados Unidos. Espera-se que as expansões futuras se concentrem na América do Norte e na Tailândia.
Empresas taiwanesas detêm 90% da produção global de servidores de inteligência artificial, de acordo com o Instituto de Inteligência de Mercado e Consultoria de Taiwan, parte da organização não governamental Instituto da Indústria da Informação.
Empresas de EMS que antes se concentravam na montagem de smartphones e computadores pessoais aplicaram sua expertise para entrar no mercado de servidores de inteligência artificial e competem acirradamente por encomendas da Nvidia e de outras companhias.
Os principais players são a Foxconn, a maior empresa de EMS do mundo, a Quanta e a Wistron. O servidor de inteligência artificial mais moderno da Nvidia — com lançamento previsto para 2026 — terá processos de fabricação essenciais praticamente monopolizados por essas três empresas, segundo reportagem da mídia taiwanesa.
As três têm suas principais fábricas de smartphones e PCs na China continental. Mas os servidores destinados aos Estados Unidos, que lidam com dados sensíveis, são produzidos principalmente em Taiwan e no Sudeste Asiático.
Como resultado, as exportações taiwanesas de servidores da ilha para os Estados Unidos, de janeiro a outubro de 2025, praticamente dobraram em relação ao ano anterior, atingindo US$ 26,9 bilhões, de acordo com estatísticas comerciais de Taiwan. O valor é ainda maior quando componentes e outros itens são incluídos.
As exportações de servidores para os Estados Unidos contribuem para o crescente superávit comercial de Taipei com Washington, um desequilíbrio que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou. As tarifas sobre semicondutores que estão sendo consideradas pelo governo Trump estão incentivando as empresas a aumentarem a produção nos Estados Unidos, além de Taiwan.
Em junho, a Wistron inaugurou uma fábrica em Hsinchu, no norte de Taiwan, e anunciou em 11 de novembro que investiria até NT$ 5,28 bilhões na expansão da unidade. O executivo-chefe (CEO), Jeff Lin, afirmou que a fábrica atenderá clientes que não sejam a Nvidia.
A companhia também planeja iniciar a produção em massa em uma nova planta no estado do Texas, nos Estados Unidos, em 2026.
A Wistron já produziu iPhones para a Apple, mas, devido às baixas margens de lucro, nos últimos anos vendeu uma fábrica na China para a chinesa Luxshare e uma na Índia para o Grupo Tata.
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