Segundo dados do RegistraBR, Yuri Ferraz é o dono do site da Bari. Ele foi preso em 2021 na operação “Deepwater”, que investiga vazamento de dados no Senado. Na época da operação, Ferraz exercia cargo de gestor de modernização administrativa na prefeitura de Petrolina (PE) em 2021, segundo mandato de Miguel Coelho, filho de Fernando Bezerra e um dos alvos da operação Vassalos.
A Bari tem como sócios-administradores Lauro José Viana Coelho Filho, José de Souza Coelho Neto e Diogo Pereira Leite Coelho, primos de Fernando Bezerra. Segundo a Polícia Federal, o ex-senador e seu filho Fernando Filho (União), deputado federal, eram “sócios ocultos” da Bari, que era usada para operações vultosas em espécie e recebimento de valores de terceiros.
A titularidade do site da Bari em nome de Yuri Ferraz reforça a ligação do núcleo da família Coelho — o ex-senador e seus filhos Fernando e Miguel — com a concessionária, algo que é negado pela defesa do trio.
Ao Valor, Ferraz afirmou que fez “o registro do domínio há mais de dez anos”. Ele disse ainda que “não tenho mais relacionamento com eles” (em referência à família Coelho). O hacker também relatou ter sido o responsável pelo departamento de tecnologia da informação da Bari até 2007.
O registro de domínio do site da Bari em nome de Ferraz foi feito em 2025, segundo dados do RegistraBR, consultados às 13h55 desta quinta-feira (26). Às 15h05, cerca de uma hora depois de Yuri Ferraz e a defesa dos Coelho terem sido acionados pela reportagem, os dados foram alterados. O registro do domínio passou a constar no nome de Lauro José Viana Coelho Filho.
Em nota, o advogado André Callegari, que representa Fernando Bezerra e seus filhos, afirmou que eles “nunca foram sócios, formais ou ocultos” da Bari, tampouco têm ingerência sobre a empresa. O mesmo advogado diz que a Bari, assim como seus sócios, não têm relação comercial ou societária com outras empresas mencionadas na operação Vassalos.
“Eventuais referências a vínculos pessoais pretéritos entre o ex-senador Fernando Bezerra e os atuais sócios da Bari, já foram objetos de apuração pelo STF (INQ4513), e definitivamente arquivados”, afirmou Callegari, em nota. “Não há, portanto, qualquer elemento que permita inferir qualquer conduta ilícita da empresa e de seus sócios.
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