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Segmentos de serviços que vinham puxando setor perderam força em novembro, diz IBGE | Brasil

Segmentos de serviços que vinham puxando o setor perderam força em novembro, como informação e comunicação e transportes, e ajudam a explicar o recuo de 0,1% do setor no mês. A avaliação foi feita pelo gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Rodrigo Lobo, responsável pela Pesquisa Mensal de Serviços.

A atividade de serviços de informação e comunicação como um todo teve queda de 0,7% no volume de serviços prestados, com recuo de 1,5% no subgrupo de serviços de tecnologia da informação recuaram.

O segmento de transportes, armazenagem e correio registrou retração de 1,4%. Dentro do grupo transportes, o transporte aéreo caiu 2,7% enquanto o transporte de cargas recuou 0,1%.

“O que diferencia novembro é que três dos grupamentos que vinham ditando o ritmo intenso dos serviços ao longo do ano perdem força. O recuo nesses três segmentos não permite [ao setor de serviços] sustentar um crescimento, então tem essa variação negativa”, afirma Rodrigo Lobo.

No resultado acumulado em 12 meses até novembro, os serviços de informação e comunicação subiram 5,4%, com alta de 11,8% em tecnologia da informação. A atividade que engloba transportes, armazenagem e correio subiu 2,5% nessa base de comparação. O transporte aéreo subiu 19,7% e o transporte de cargas avançou 1,3% no acumulado em 12 meses até novembro.

O desempenho de serviços de informação, explica Lobo, é mais descolado do cenário macroeconômico, “com uma dinâmica própria de demanda”, que sustentou a disparada da atividade no período pós-pandemia.

No caso de transportes, destacaram-se em 2025 o transporte aéreo de passageiros e o rodoviário de cargas. Este último tem sido impulsionado pela safra recorde, com transporte de insumos e deslocamento de produção. “Vamos ter que observar como se comporta o transporte de cargas, se é um recuo momentâneo”, afirma o gerente do IBGE.

Transporte rodoviário de carga — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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