O Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), revelou um dado crítico para a Baixada Fluminense: São João de Meriti registra 39,74% de endividamento, ocupando a 37ª posição entre as cidades do Sudeste e a 374ª colocação no ranking nacional, que analisou um total de 418 municípios brasileiros.
Esse número coloca o município entre os piores índices de endividamento de toda a região, refletindo diretamente na capacidade da cidade de investir em serviços essenciais e manter a máquina pública funcionando de forma eficiente.
A posição de Meriti no ranking fiscal
No recorte regional do Sudeste, a lista do CLP evidencia dois cenários distintos: de um lado, cidades com baixo endividamento e capacidade de investimento; do outro, municípios que enfrentam forte comprometimento financeiro.
São João de Meriti aparece nesse segundo bloco, ao lado de Nova Iguaçu, Belford Roxo e Japeri — todos com indicadores de dificuldade fiscal.
Estar na 374ª posição nacional significa que Meriti está entre os municípios brasileiros com menor desempenho na área de sustentabilidade fiscal, um fator que impacta diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população.
O que representa 39,74% de endividamento
O índice registrado por São João de Meriti aponta que quase 40% das receitas do município estão comprometidas, o que reduz drasticamente:
- a capacidade de realizar obras estruturais,
- a margem para novos investimentos,
- e o avanço em políticas públicas de saúde, educação, segurança e saneamento.
Além disso, o alto comprometimento fiscal limita o planejamento de médio e longo prazo, dificultando a modernização da cidade e a criação de soluções para problemas antigos e recorrentes.
Como isso afeta o morador
Quando um município tem dificuldades fiscais desse porte, o impacto chega diretamente ao dia a dia do cidadão. Aumento da burocracia, serviços mais lentos, obras paradas, falta de manutenção em equipamentos públicos e pouca capacidade de responder a demandas emergenciais são efeitos diretos de um cenário de endividamento elevado.
O ranking também funciona como termômetro de competitividade. Municípios com melhor saúde fiscal conseguem atrair empresas, gerar empregos, firmar parcerias e receber mais investimentos. Já cidades com alto endividamento perdem força nesse processo.
A importância do ranking CLP
O estudo do CLP é um dos mais respeitados do país e avalia os municípios com base em diversos pilares que compõem a competitividade e o desenvolvimento local, como:
- Sustentabilidade fiscal
- Funcionamento da máquina pública
- Qualidade da saúde
- Educação
- Saneamento e meio ambiente
- Segurança
- Telecomunicações
- Capital humano
- Inovação
- Dinamismo econômico
O desempenho ruim no pilar fiscal afeta todos os outros, criando um efeito dominó que prejudica a cidade de forma sistêmica.
Fonte dos dados
Centro de Liderança Pública (CLP) – Ranking de Competitividade dos Municípios 2025:
https://rankingdecompetitividade.org.br
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