O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu demitir nesta quinta-feira (5) a então secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e anunciou que indicará para o seu posto o senador republicano Markwayne Mullin, que assumirá a responsabilidade de liderar o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês). Durante anuncio feito em publicação na rede Truth Social, Trump disse que Mullin fará um “trabalho espetacular” à frente da pasta.
A saída de Noem ocorre em meio a uma sequência de desgastes políticos nas últimas semanas. A imprensa americana informou que o presidente Trump teria ficado irritado com o desempenho da então secretária em audiências conjuntas nas comissões do Judiciário da Câmara e do Senado. Além disso, conforme fontes ouvidas pela imprensa dos EUA, pesaram contra Noem críticas relacionadas à condução de operações de deportação em massa, especialmente em Minneapolis, onde a troca de comando na Patrulha de Fronteira local ocorreu em meio à pressão política.
Para substituir Noem, Trump escolheu um de seus aliados mais próximos no Senado. Markwayne Mullin, de 48 anos, é senador por Oklahoma desde 2023. Ele também já ocupou o cargo de deputado por cerca de 10 anos. Mullin se consolidou nos últimos anos como um dos defensores mais combativos de Trump no Congresso e mantém relação próxima com o presidente.
Em declaração a repórteres no Capitólio, após o anúncio feito por Trump, Mullin afirmou que pretende deixar o DHS “focado em proteger a pátria”.
“Não importa se você me apoia ou não, vou estar totalmente focado em fazer isso”, disse o senador.
Empresário e ex-lutador
Mullin é proprietário de uma empresa de serviços de encanamento em Oklahoma e também atua como pecuarista. O senador é casado com Christie Mullin, com quem tem seis filhos.
Antes de entrar para a carreira política, Mullin foi lutador profissional invicto de artes marciais mistas (MMA), com cinco vitórias e nenhuma derrota na carreira. Também competiu na luta livre universitária. Em 2016, o senador republicano foi incluído no Hall da Fama da Luta Livre de Oklahoma, reconhecimento concedido a atletas de destaque no estado.
Enquanto senador, Mullin construiu a imagem de parlamentar combativo, conhecido por realizar discussões acaloradas com adversários políticos. Em 2023, durante uma audiência no Senado, ele protagonizou um episódio que ganhou repercussão nacional ao confrontar o presidente do sindicato International Brotherhood of Teamsters – que representa o setor de logística dos EUA, Sean O’Brien. Na ocasião, Mullin desafiou o sindicalista para uma briga física em pleno plenário do Senado, dizendo: “Se você quer falar demais, podemos ser dois adultos consentindo. Podemos resolver isso aqui.”
Mullin é cidadão da comunidade indígena Cherokee e atualmente é o único indígena no Senado dos Estados Unidos.
O chefe da comunidade indígena Cherokee, Chuck Hoskin Jr., se posicionou após a indicação de Trump, afirmando que é “profundamente encorajador” ver alguém com conhecimento em política indígena assumir um cargo de liderança em uma agência federal de grande porte.
Durante seu mandato, Mullin apoiou projetos ligados à soberania dos povos indígenas e fez campanha por Trump em 2024, destacando a atuação do presidente em pautas que impactam essas comunidades.
Mullin deverá passar agora pelo processo de sabatina e votação no Senado, etapa obrigatória para que sua indicação seja confirmada. Caso confirmado, o senador assumirá o comando de uma das pastas mais estratégicas do governo Trump, responsável pela segurança de fronteiras, imigração, combate ao tráfico de drogas e coordenação de agências como o ICE e a Guarda Costeira.
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