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Rússia acusam EUA de buscarem conflito com Cuba

O regime da Rússia acusou os EUA de buscarem um conflito com Cuba nesta quinta-feira (26) após o incidente ocorrido na véspera com uma lancha rápida de bandeira americana em águas territoriais cubanas, no qual quatro tripulantes da embarcação morreram.

“Trata-se de uma provocação agressiva dos EUA, cujo objetivo é escalar a situação e desencadear um conflito”, declarou à agência de notícias russa Tass a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.

O regime cubano alegou no mesmo dia do episódio que os dez ocupantes da lancha procedente dos EUA interceptada em suas águas territoriais “tinham intenções terroristas”.

O Ministério do Interior cubano indicou que todos os feridos são cubanos que residem em território norte-americano e com eles foram apreendidos “fuzis de assalto, armas curtas, artefatos explosivos de fabricação artesanal (coquetéis molotov), coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes de camuflagem”.

EUA abrem investigação sobre incidente em meio a crescente tensão com a ilha

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou na quarta-feira que seu país responderá “como for necessário” assim que tiver todos os detalhes sobre a operação de Cuba contra uma lancha proveniente da Flórida.

“Não vou especular nem opinar, quero saber o que aconteceu. Vamos descobrir exatamente o que aconteceu e responderemos como for necessário”, declarou à imprensa durante uma cúpula da Comunidade do Caribe (Caricom) realizada em São Cristóvão e Nevis.

Rubio observou que todas as informações conhecidas até o momento provêm das autoridades cubanas e afirmou que o governo de Donald Trump quer verificar o que aconteceu por meio de “informações independentes”.

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou posteriormente a abertura de uma investigação na Flórida sobre o caso. Ele prometeu que os “comunistas prestarão contas”.

“Ordenei ao Gabinete do Procurador Estadual que trabalhe com nossos parceiros federais, estaduais e de aplicação da lei para iniciar uma investigação. Não se pode confiar no governo regime cubano e faremos tudo ao nosso alcance para que esses comunistas prestem contas”, afirmou Uthmeier em suas redes sociais.

O anúncio surgiu horas depois da Guarda de Fronteira cubana matar quatro tripulantes e ferir outros seis de uma lancha rápida proveniente dos EUA, sob alegações de que a embarcação não parou em águas territoriais ao receber a ordem e a embarcação policial ter recebido tiros.

O episódio ocorre em meio a um período de crescente pressão sobre Havana. Desde a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, os EUA impuseram novas restrições econômicas à ilha, incluindo medidas relacionadas ao setor energético, que ampliaram a crise generalizada em Cuba.

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