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resposta à mobilização militar na Europa “não tardará”

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O ditador da Rússia, Vladimir Putin, acusou a Europa de “fomentar a histeria” a respeito de uma ação militar do Kremlin contra países da Otan, mas ao mesmo tempo prometeu que uma resposta “muito convincente” à mobilização militar que países europeus estão realizando “não tardará”.

Putin fez a ameaça em um discurso nesta quinta-feira (2) no encontro do Clube de Discussão Valdai, na cidade russa de Sóchi.

“As elites governantes da Europa unida continuam a fomentar a histeria. Parece que a guerra com os russos está praticamente à porta. Eles repetem esse absurdo, esse mantra, repetidamente”, afirmou o ditador russo, segundo informações da agência Reuters.

Países da Otan têm aumentado os investimentos em defesa e em setembro a aliança militar do Ocidente anunciou uma nova iniciativa militar batizada de Sentinela Oriental, que visa reforçar a defesa do seu flanco oriental, após a invasão do espaço aéreo de países da organização por drones da Rússia.

Nesta quinta-feira, Putin disse que a Rússia “simplesmente” não pode “ignorar” esta mobilização. “Não temos o direito de fazê-lo por razões de nossa própria segurança. Repito, nossa defesa e segurança. Portanto, estamos monitorando de perto a crescente militarização da Europa”, afirmou.

“A Alemanha, por exemplo, diz que o exército alemão deve ser o mais poderoso da Europa. Ótimo. Ouvimos com atenção, entendendo o que isso significa”, ironizou Putin.

“Acho que ninguém duvida que tais medidas forçarão a Rússia a agir, e as contramedidas russas não tardarão a chegar. Me parece que a resposta a essas ameaças será, para dizer o mínimo, muito convincente”, ameaçou o ditador russo.

Em 15 de agosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se encontrou com Putin no Alasca para discutir o fim da guerra na Ucrânia. Três dias depois, o mandatário americano afirmou que iria marcar uma reunião entre Putin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para que fosse negociado um cessar-fogo.

Entretanto, esse encontro ainda não foi marcado devido à resistência de Moscou. Desde então, a Rússia intensificou os ataques aéreos à Ucrânia e a tensão aumentou com a ação de drones russos: nos últimos meses, autoridades da Lituânia, Letônia, Dinamarca, Noruega, Romênia, Polônia, Estônia, Alemanha e França relataram que avistaram drones no seu espaço aéreo, o que em alguns casos levou a interceptações e/ou fechamento de aeroportos.

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