O general Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa do Irã — cuja morte foi anunciada por Israel após os bombardeios conjuntos com os Estados Unidos neste sábado (28) —, assumiu o cargo em agosto de 2024.
General de brigada, Nasirzadeh serviu anteriormente como comandante da Força Aérea iraniana entre 2018 e 2021. Em setembro de 2021, foi nomeado vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, posição que ocupou até se tornar o titular da pasta da Defesa.
Sua trajetória militar teve início durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988). Posteriormente, consolidou sua carreira na Aeronáutica como piloto certificado de caças F-14 Tomcat (aeronaves de fabricação americana adquiridas pelo Irã antes da Revolução de 1979).
Em 2010, na qualidade de vice-comandante da Força Aérea, foi o responsável por anunciar que o Exército havia testado com sucesso um protótipo de drone “invisível” aos radares, afirmando tratar-se de uma tecnologia “desenvolvida integralmente no país”.
Já no comando da Força Aérea, em 2018, Nasirzadeh reiterou que um dos objetivos estratégicos de Teerã era “ampliar o alcance de seus mísseis”, confirmando que o regime já trabalhava em novos projetos bélicos.
Ameaças
Em maio de 2025, em meio às crescentes tensões com Washington e Jerusalém devido ao apoio iraniano aos rebeldes houthis no Iêmen, Nasirzadeh apresentou um novo míssil balístico com alcance de 1.200 quilômetros. Batizado de Qassem Basir, o armamento seria capaz, segundo o general, de penetrar sistemas avançados de defesa aérea, como os americanos THAAD e Patriot.
Após a chamada “Guerra dos Doze Dias”, em junho de 2025, o ministro da Defesa advertiu que, caso Israel voltasse a atacar o território iraniano, o país utilizaria mísseis “muito mais avançados”.
Nas últimas semanas, Nasirzadeh vinha ameaçando diretamente os Estados Unidos, afirmando que, em caso de bombardeios externos, o Exército iraniano responderia com ataques contra bases americanas na região ou contra seus países aliados.
“O Irã responderá com mais decisão a qualquer novo ato de agressão”, declarou Nasirzadeh em 13 de janeiro, assegurando que o Exército defenderia o país “até a última gota de sangue”.
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Defrie Effin, anunciou na noite de sábado a morte de Nasirzadeh nos bombardeios de hoje. Segundo as autoridades israelenses, a ofensiva também teria vitimado o comandante da Guarda Revolucionária (corpo de elite do regime), Mohammad Pakpur, além de outros cinco altos oficiais iranianos.
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