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Quais são as opções de Trump contra o Irã

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Dias depois da operação bem-sucedida de captura do ditador Nicolás Maduro na Venezuela, os EUA avaliam uma nova intervenção militar. Desta vez, direcionada ao Irã.

O presidente Donald Trump recebeu uma gama de opções do Pentágono para atuar no país persa em meio a uma repressão brutal do regime em vigor, que já deixou mais de dois mil mortos em protestos nas últimas semanas, de acordo com dados oficiais e relatórios de observadores de direitos humanos.

As alternativas apresentadas ao líder republicano envolvem o uso de força letal e não letal. São elas bombardeios aéreos direcionados a alvos militares, ações financeiras contra o país e seus aliados para sufocar ainda mais sua economia e ataques cibernéticos contra infraestrutura sensível.

Especialistas militares e ex-funcionários do governo americano esclareceram ao Financial Times que esses alvos podem incluir infraestrutura militar e da Guarda Revolucionária iraniana, centros de comando e controle, além de depósitos de armas e suprimentos usados ​​pelo regime e suas milícias.

Essas ações podem envolver, inclusive, ataques direcionados ao alto escalão do regime iraniano. Em seu primeiro mandato (2017-2021), Trump autorizou uma operação – que teve êxito – para eliminar o comandante da Guarda Revolucionária Qassem Soleimani, ação que elevou as tensões entre os dois países.

O presidente americano também já sinalizou, em junho do ano passado durante os ataques aéreos americanos em solo iraniano, que poderia atingir o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, apesar de ter rejeitado que esse seria seu objetivo na ocasião.

Os EUA já anunciaram uma primeira medida nesta segunda-feira com a imposição de tarifas de 25% sobre qualquer país que fizer negócios com o Irã. O Brasil é um dos parceiros do regime que podem ser afetados pela nova cobrança.

Nesta terça-feira, Trump elevou o tom sobre a situação do Irã, dizendo em uma mensagem na Truth Social que a “ajuda” estava a caminho, um sinal de que operações militares podem ser o próximo passo para conter a repressão das lideranças autoritárias. O saldo de 2 mil mortos, os milhares de presos políticos e o bloqueio da internet sinalizam que a resposta hostil às ondas de protestos não deve ser interrompida.

Embora Trump receba apoio de parte de sua base política, como do senador republicano Lindsey Graham, para lançar ataques militares no Irã, outros assessores da Casa Branca avaliam que essa pode não ser a opção com o melhor resultado.

Um oficial americano disse ao The New York Times em condição de anonimato que as opções mais restritas, como um ataque cibernético ou um ataque contra o aparato de segurança interna do Irã, que está usando força letal contra manifestantes, são mais prováveis de acontecer num primeiro momento.

O diálogo entre o governo americano e o regime dos aiatolás parecia uma alternativa até esta segunda-feira, segundo indicou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma coletiva. Na ocasião, ela disse que os ataques aéreos eram “uma das muitas opções que estão sobre a mesa”, mas que “a diplomacia é sempre a primeira opção para o presidente”.

No entanto, Trump parece ter desistido dessa possibilidade nesta terça-feira ao anunciar a suspensão de todos os canais diplomáticos com Teerã, ao mesmo tempo em que incentivou os iranianos a irem às ruas e “tomarem o controle das instituições”, enquanto a “ajuda estava a caminho”.

Manifestantes organizaram protestos nas ruas de várias cidades iranianas motivados pela deterioração da economia nacional. Rapidamente, movimentos de oposição se juntaram às ações dentro e fora do Irã e os protestos ganharam força, desafiando os líderes religiosos autoritários.

Dentro do Irã, o ápice dos protestos foi atingido no últimos dia 8, após pelo menos 96 manifestações em 27 das 31 províncias do país serem registradas pela Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), organização iraniana de monitoramento dos direitos humanos sediada nos EUA. A grande mobilização levou o regime de Teerã a cortar o acesso à internet, temendo a propagação das manifestações interna e externamente. O apagão segue em vigor, enquanto os EUA avaliam fornecer acesso à rede de satélites Starlink, de Elon Musk.

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