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Putin envia general para treinar forças da Venezuela

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A Rússia enviou à Venezuela, para treinamento de tropas do país sul-americano, um coronel-general que participou da invasão russa à Ucrânia e foi demitido de um comando após uma contraofensiva de Kiev.

A informação foi divulgada pelo tenente-general Kyrylo Budanov, da Diretoria de Inteligência de Defesa da Ucrânia, ao site especializado em assuntos militares The War Zone.

De acordo com Budanov, o coronel-general Oleg Leontievich Makarevich, que até outubro de 2023 comandou o Agrupamento de Forças do Dnipro no setor de Kherson na guerra da Ucrânia, está na Venezuela desde o início do ano.

Ele comanda a Força-Tarefa Equador do Ministério da Defesa da Rússia e tem sob seu comando 120 soldados que estão capacitando forças venezuelanas em Caracas, Maracaibo, La Guaira e Ilha das Aves, em treinamentos de infantaria, drones e forças especiais.

Budanov disse que essas atividades fazem parte de uma parceria militar de anos entre Moscou e Caracas e não são uma reação à atual operação dos Estados Unidos contra o narcotráfico no Caribe, que em breve deve incluir ataques em solo venezuelano, mas afirmou que “Makarevich e suas tropas provavelmente permanecerão na Venezuela durante qualquer ataque dos EUA”.

“Acho que eles ficarão nos bastidores e, oficialmente, a Rússia tentará se comunicar com os EUA porque suas unidades estão na Venezuela”, disse Budanov, que afirmou que tudo “é apenas um jogo”.

O diretor da Inteligência ucraniana afirmou que a missão de Makarevich aparentemente foi prorrogada, já que ações desse tipo realizadas por comandantes russos geralmente duram apenas seis meses.

Makarevich, de 62 anos, foi demitido pelo ditador russo, Vladimir Putin, do comando do Agrupamento de Forças do Dnipro depois que a Ucrânia realizou uma contraofensiva na região de Kherson em 2022, na qual a capital homônima foi retomada. Ele foi substituído pelo coronel-general Mikhail Teplinsky.

À época da demissão, o blogueiro militar Vladimir Rogov afirmou no Telegram que Makarevich “foi exonerado do cargo após relatórios enviados a Moscou pela nossa inteligência, que alertaram o alto comando sobre discrepâncias entre os resultados no terreno e as informações recebidas do comando do Agrupamento Dnipro”.

No final de outubro, Putin promulgou a lei de ratificação do Tratado de Associação Estratégica entre Rússia e Venezuela que havia sido assinado em Moscou em maio, compromisso que amplia a interação entre os dois países nas esferas política e econômica, incluindo parcerias nas áreas de energia, mineração, transporte e comunicações, assim como em segurança e “luta contra o terrorismo e o extremismo”.

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