Os governos da Polônia e Itália afirmaram que não irão participar do Conselho de Paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O grupo foi projetado inicialmente para consolidar o cessar-fogo na Faixa de Gaza, mas tem a pretensão de assumir um papel mais amplo de resolução de conflitos globais.
“Levando em conta certas dúvidas nacionais quanto ao formato do conselho, nessas circunstâncias, a Polônia não participará dos trabalhos do Conselho de Paz, mas iremos analisá-lo”, disse o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, em uma reunião de governo.
Na ocasião, Tusk acrescentou que “nossas relações com os Estados Unidos foram e continuarão sendo nossa prioridade, portanto, se as circunstâncias mudarem e permitirem a adesão ao Conselho, não descartamos nenhum cenário.”
Em relação a Itália, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, disse nesta quarta-feira (11) ao canal Sky TG24 que o país negou o convite pois “existe uma barreira constitucional intransponível”.
“No entanto, se precisarmos trabalhar em esforços de reconstrução voltados para garantir a paz no Oriente Médio, estamos prontos para fazê-lo”, continuou Tajani.
Pela Constituição italiana, o país só pode ingressar em organizações internacionais em condições de igualdade com outros Estados — requisito que, segundo Roma, não é atendido pelo estatuto atual do conselho, que concede amplos poderes executivos a Trump.
Nesse sentido, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, próxima de Trump, disse em janeiro que pediu a ele que alterasse os termos do Conselho de Paz para permitir a adesão do país.
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