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Policial acusado de “traição” morre sob custódia na Venezuela

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A ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP) denunciou na madrugada deste domingo (11) a morte sob custódia do Estado de Edison José Torres Fernández, um policial de 52 anos do estado de Portuguesa, no oeste da Venezuela, que estava detido desde dezembro.

A organização informou na rede social X que Torres Fernández, que estava detido em um centro da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) em Caracas, morreu no sábado (10), dois dias após o anúncio das autoridades sobre a libertação de um “número importante de pessoas”.

Segundo o CLIPP, o funcionário da polícia de Portuguesa, “lotado na brigada hospitalar de Guanare, com mais de 20 anos de serviço”, foi detido em 9 de dezembro de 2025 por “compartilhar mensagens críticas contra o regime e o governador do estado”, o chavista Primitivo Cedeño.

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“De maneira extraoficial, foram-lhe imputados crimes de traição à pátria e associação criminosa”, detalhou a ONG. Até o momento, a organização indicou que “não existe informação oficial sobre as circunstâncias nem as causas de sua morte, nem sobre o atendimento médico que teria recebido enquanto permanecia sob custódia”.

“Esta falta de informação e de transparência torna o Estado responsável por sua vida e integridade”, destacou o CLIPP, que exigiu uma “investigação imediata, independente e transparente, assim como a libertação imediata de todos os presos políticos”.

“Ninguém mais pode morrer sob custódia do Estado. A vida das pessoas privadas de liberdade é responsabilidade absoluta de quem as mantém detidas”, acrescentou a organização. Com Torres Fernández, o CLIPP assegura que 22 pessoas morreram sob custódia do Estado desde 2014.

O partido opositor Primeiro Justiça (PJ) lamentou a morte do policial e responsabilizou “diretamente o regime de Delcy Rodríguez”, presidente interina da Venezuela. “Liberdade imediata, plena e incondicional para todos os presos políticos, civis e militares”, acrescentou o PJ no X.

Libertação de presos políticos avança a conta-gotas na Venezuela

Na última quinta-feira (8), Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento e irmão da governante interina, anunciou que seriam libertadas um “número importante de pessoas”, entre venezuelanos e estrangeiros, sem especificar a cifra nem as condições.

Desde então, a ONG Foro Penal verificou a soltura de 16 pessoas e assegura que ainda restam 804 presos políticos, enquanto a maior coalizão opositora, a Plataforma Unitária Democrática (PUD), contabiliza, até o momento, 22 liberações.

ONGs do país e a oposição majoritária denunciam que esse processo está avançando a conta-gotas. A PUD convocou as autoridades a “acelerar os processos de solturas para que finalmente cesse o sofrimento”.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste sábado que a Venezuela “começou o processo, em grande estilo, de liberar seus presos políticos”, e disse esperar que estas pessoas “lembrem a sorte que tiveram de os EUA chegarem e fazerem o que tinha que ser feito”.

Este sábado (10) também marcou uma semana dos ataques dos EUA no país sul-americano, durante os quais foram capturados o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

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