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Oposição reage ao empréstimo de R$ 20 bi para socorrer os Correios

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Parlamentares da oposição reagiram nesta quarta (15) à tentativa do governo de obter um empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer e evitar a quebra dos Correios, segundo foi noticiado na véspera. A transação, que depende de aprovação das instituições como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e bancos privados, terá a garantia do Tesouro Nacional.

De acordo com as primeiras informações sobre o negócio, a estatal receberá R$ 10 bilhões em 2025 e mais R$ 10 bilhões em 2026 condicionado a medidas de ajustes e usado para garantir capital de giro e custear um plano que inclui demissões voluntárias e renegociação de passivos.

Para os parlamentares, no entanto, a transação escancara a má gestão e o descontrole fiscal na estatal que vem registrando sucessivos prejuízos. Apenas no primeiro semestre deste ano, o rombo foi de R$ 4,4 bilhões, superando o recorde negativo de todo o ano de 2024, de R$ 2,6 bilhões.

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O vice-líder da oposição, deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), classificou a tentativa de empréstimo como um golpe na responsabilidade fiscal, e alertou para o impacto direto nas contas públicas.

“Esse empréstimo representa mais uma dívida que recairá sobre os brasileiros. Em vez de ajustar as finanças, o governo opta por endividar os Correios, transferindo ao contribuinte a responsabilidade pelo rombo criado”, afirmou.

A mesma avaliação foi feita pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE), que vê no pedido de socorro financeiro o fracasso da atual política de gestão das estatais.

“Estatais não são cabide de emprego e nem cabem em manobras fiscais. Se os Correios estão pedindo R$ 20 bi emprestados, é porque a governança falhou. O Congresso precisa investigar responsabilidades e evitar que a sociedade arrole mais uma dívida”, declarou.

O deputado Coronel Tadeu (PL-SP) também cobrou transparência e questionou os motivos que levaram o serviço postal a uma situação crítica.

“É essencial que esse processo de empréstimo seja acompanhado com rigor. Quem explica esse déficit? Onde foram aplicados os recursos? É inadmissível que uma empresa pública tão importante precise de socorro emergencial”, criticou.

Já o deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) alertou para o efeito dominó que a medida pode gerar nas finanças do país, prejudicando a economia e limitando investimentos sociais. “Esse tipo de empréstimo encarece impostos, compromete o orçamento e reduz o espaço para investimentos sociais. O governo cria rombos, depois pede dinheiro para cobri-los. Isso é administração irresponsável”, apontou.

O deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) também reagiu e afirmou que a oposição não permitirá que o custo do endividamento recaia sobre a população.

“Não podemos permitir que mais essa dívida venha do bolso do povo. Os Correios precisam de reestruturação real, corte de privilégios e gestão eficiente — não empréstimos emergenciais. O Congresso fiscalizará cada passo”, garantiu.

Segundo uma apuração da Folha de S. Paulo, a operação de crédito foi discutida em reunião na última quinta-feira (9) entre os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Esther Dweck (Gestão), Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e representantes do Tesouro Nacional, da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional), do Banco do Brasil e da Caixa.

Em nota na qual justificou os resultados negativos do ano passado, os Correios atribuíram o prejuízo à “taxa das blusinhas”, afirmando que a “frustração de receita observada em 2024 decorre exclusivamente dos efeitos do novo marco regulatório das compras internacionais —uma demanda do varejo nacional que teve impacto positivo para o setor, mas negativo para os Correios”.

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