O Irã afirmou que atacará Israel e bases militares norte-americanas caso sofra um bombardeio dos Estados Unidos. A declaração foi feita neste domingo (11) pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, segundo a agência Reuters. Segundo a ONG de direitos humanos Human Rights Activists News Agency (HRANA) relatou à agência de notícias Reuters, mais de 490 manifestantes e 48 agentes de segurança morreram nos protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian também teria acusado os Estados Unidos e Israel de fomentar “caos e desordem” no país, incentivando confrontos nas ruas. Ele pediu que a população se distancie de “badernistas e terroristas”. Ao mesmo tempo, buscou se aproximar do povo ao afirmar que o governo está pronto para “ouvir seu povo” e resolver as questões econômicas que afetam o país.
O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia ameaçado intervir na crise caso o governo iraniano reprimisse manifestantes pacíficos. Trump disse, em publicação na rede social Truth Social, no sábado (10), que o Irã busca liberdade e destacou que os EUA estão “prontos para ajudar”.
Protestos no Irã deixam mais de 100 mortos, alertam ONGs
De acordo com a ONG Iran Human Rights (IHRNGO) o número de mortos pela repressão às manifestações subiu para 192 até a manhã deste domingo. A organização afirma ter confirmado os casos por meio de “fontes diretas” e de outros dois meios de comunicação independentes.
No entanto, a Human Rights Activists News Agency (HRANA), com base nos EUA, confirma mais de 500 mortes até o momento. Segundo a HRANA, o ápice das manifestações ocorreu em 8 de janeiro, com pelo menos 96 protestos em 27 das 31 províncias do país. A ONG também relatou que mais de 10 mil pessoas foram presas nos protestos.
De acordo com a agência EFE, durante reunião neste domingo com o ministro das Relações Exteriores de Omã, Pezeshkian acusou EUA e Israel de tentarem desestabilizar os países islâmicos e criar divisões externas “para cumprir seus objetivos sinistros”.
A onda de protestos começou motivada por questões econômicas, como a desvalorização da moeda local, o rial, e a alta inflação, mas assumiu caráter político, criticando diretamente o regime dos aiatolás.
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