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O que sabemos sobre os confrontos de Minneapolis

A morte de um homem em um confronto com agentes da imigração dos EUA no final de semana deu novo fôlego à instabilidade política interna provocada pela política migratória linha-dura do governo de Donald Trump.

O enfermeiro Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, foi morto por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) no sábado em uma rua de Minneapolis, depois de ser imobilizado enquanto filmava a ação dos agentes com seu celular durante um protesto.

Desde a morte, a segunda envolvendo as operações do ICE na cidade em menos de um mês, diferentes versões do episódio surgiram. O presidente Donald Trump disse neste domingo que o incidente está sendo investigado.

O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) declarou que o incidente ocorreu na manhã de sábado, próximo ao cruzamento da Rua 26 Oeste com a Avenida Nicollet, em Minneapolis. As autoridades federais alegam que estavam realizando uma operação direcionada contra uma pessoa que se encontrava ilegalmente no país quando um indivíduo se aproximou de agentes da Patrulha da Fronteira portando uma pistola semiautomática.

Ao identificarem a ameaça, os agentes da Patrulha da Fronteira tentaram desarmar o homem, segundo a versão do DHS, mas ele resistiu violentamente, o que gerou uma reação das autoridades sob o argumento de “legítima defesa”.

As autoridades do DHS também afirmam que o homem portava dois carregadores e não possuía documentos de identificação. Elas alegam que tudo indica que o homem “desejava causar o máximo de danos e massacrar agentes da lei”.

Além das alegações do governo contra o enfermeiro, o comandante da Patrulha da Fronteira, Gregory Bovino, também deu detalhes do episódio, mas não confirmou se o homem sacou uma arma contra os agentes ou onde a arma estava quando Pretti foi baleado. 

Vídeos gravados por testemunhas e verificados pela CNN e pelo The Wall Street Journal do momento dos disparos também contestam a alegação de ameaça do manifestante ao não mostrar o enfermeiro empunhando uma arma. O enfermeiro estava com um celular em mãos quando tentou intervir em abordagens dos agentes contra outros manifestantes.

O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, acrescentou que Pretti tinha porte de arma legal, era cidadão americano e morava em Minneapolis.

Os fatos que aconteceram antes da morte do enfermeiro ainda carecem de esclarecimentos. Em um comunicado divulgado no X, o DHS afirmou que os agentes “estavam conduzindo uma operação direcionada em Minneapolis contra um imigrante ilegal procurado por agressão violenta”, quando manifestantes tentavam impedir a ação.

A morte do enfermeiro gerou novos protestos pelos EUA, com focos em Nova York, Washington e na Califórnia.

Trump anunciou nesta segunda-feira (26) que enviará Tom Homan, conhecido como seu “czar da fronteira”, para Minnesota nas próximas horas.

“Enviarei Tom Homan a Minnesota esta noite. Ele não tem experiência nessa região, mas conhece e gosta de muitas pessoas de lá. Tom é rigoroso, mas justo, e se reportará diretamente a mim”, escreveu o presidente na Truth Social.

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