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O que acontece agora no Irã?

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O presidente Donald Trump afirmou que o Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, está morto, após relatos de seu abate em uma operação militar conjunta conduzida pelos Estados Unidos e Israel.

“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto”, escreveu Trump na rede social Truth Social na tarde de sábado.

“Isto não é apenas Justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para as pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e sua gangue de capangas sedentos de sangue”, disse Trump.

Um alto funcionário do governo israelense informou à agência Reuters no início do dia que o corpo de Khamenei foi encontrado. A mídia iraniana relatou que seu genro e sua nora também foram mortos na operação conjunta contra o Irã, iniciada na madrugada de sábado.

Em um Irã pós-Khamenei, o futuro do país estaria nas mãos de seus cidadãos, de acordo com Victoria Coates, ex-assessora adjunta de segurança nacional do presidente Donald Trump. Coates falou ao The Daily Signal neste sábado (28), antes dos relatos da morte de Khamenei.

“Não é missão da América ir e criar uma democracia no Irã. Isso cabe ao povo do Irã, se assim desejar, ou qualquer outra forma de governo que queira”, disse Coates. Atualmente, ela atua como vice-presidente do Instituto Davis para Segurança Nacional e Política Externa na The Heritage Foundation (renomado centro de pensamento conservador em Washington).

Em uma mensagem de vídeo anunciando a operação na manhã de sábado, Trump disse ao povo iraniano que a sua liberdade estava “ao alcance das mãos”.

“Quando terminarmos, assumam o seu governo. Ele será de vocês. Esta será, provavelmente, a sua única chance em gerações”, afirmou Trump.

O momento estratégico

A operação conjunta, batizada de Operação Epic Fury (Fúria Épica), visou ativos estratégicos do regime, instalações militares e o complexo residencial de Khamenei.

Nem Coates, nem Ilan Berman, vice-presidente sênior do American Foreign Policy Council (Conselho de Política Externa Americana), acreditam que a operação dos EUA se estenderá por um longo período. Ambos conversaram com a reportagem antes da confirmação da morte de Khamenei.

“O que vimos até agora é algo muito mais próximo do que ocorreu na Venezuela do que no Iraque e no Afeganistão no passado, em termos de sinalização do governo”, disse Berman, referindo-se à captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro.

“O cenário ideal para o presidente é que o líder supremo saia de cena e que surja uma nova safra de líderes que estejam mais dispostos a negociar com os Estados Unidos”, explicou Berman. “Mas isso não significa necessariamente que [Trump] queira derrubar todo o regime ou extirpá-lo pela raiz.”

Na Venezuela, membros do regime de Maduro permanecem no poder, mas mostraram-se dispostos a cooperar com os EUA agora que Maduro está preso em Nova York.

Trump afirmou, no vídeo anunciando os ataques, que a operação está sendo realizada “pelo futuro”.

“Oramos por cada militar que arrisca altruisticamente sua vida para garantir que os americanos e nossos filhos nunca sejam ameaçados por um Irã armado com bombas nucleares”, disse Trump.

Alvos dos Estados Unidos

Os EUA buscaram uma solução diplomática com o Irã durante três rodadas de negociações recentes, mas o regime iraniano recusou-se a interromper o enriquecimento de seus estoques de urânio. O Ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi — um dos diplomatas envolvidos nos diálogos — disse à CBS News que os iranianos estavam dispostos apenas a minimizar o enriquecimento e permitir inspeções da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

“Vamos destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”, disse Trump em seu vídeo de sábado, acrescentando: “Vamos aniquilar sua marinha”.

Coates acredita que existem “rotas de saída” planejadas na operação de Trump: “Se avançarmos mais rápido do que o previsto, o presidente pode encerrar as ações”. A morte de Khamenei pode ser um desses marcos para a desescalada militar na região.

Os EUA estão visando os navios e a capacidade naval iraniana “porque o presidente entende que a primeira reação natural do Irã seria manobrar para fechar ou estreitar o Estreito de Ormuz”, explicou Berman.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma rota vital para o transporte global de petróleo. Se o Irã conseguisse fechar o Estreito, os mercados mundiais seriam duramente afetados, aumentando a pressão internacional para que os EUA interrompessem a operação.

De acordo com o Institute for the Study of War (Instituto para o Estudo da Guerra), organização de pesquisa em segurança nacional sediada em Washington, a maioria dos ataques americanos até agora focou em alvos militares. Já as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter realizado ataques contra lançadores de mísseis e sistemas de defesa aérea iranianos.

A resposta iraniana

O regime iraniano respondeu lançando mísseis contra ativos militares de Israel e dos EUA no Oriente Médio.

O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein informou no sábado que está “lidando com danos em três edifícios” na capital, Manama, e na vizinha Muharraq, causados por “ataques de drones e destroços de um míssil interceptado”.

O Irã também atacou países que abrigam bases militares americanas, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait.

Uma preocupação central, segundo Coates, é que o Irã ative células terroristas adormecidas dentro dos Estados Unidos.

“Não sabemos quem cruzou nossa fronteira sul ou qualquer outra fronteira durante o governo Biden, mas sabemos que várias pessoas que estavam na lista de vigilância terrorista conseguiram entrar”, alertou Coates.

A Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, declarou no sábado que está em “coordenação direta com parceiros federais de inteligência e aplicação da lei para monitorar e frustrar quaisquer ameaças potenciais ao território nacional”.

Sentimento “Anti-Irã” no Oriente Médio

Os Emirados Árabes Unidos “condenaram e denunciaram” os ataques de mísseis iranianos em um comunicado no sábado, classificando os ataques contra “os Emirados e várias nações irmãs na região” como uma “violação flagrante da soberania nacional e uma clara quebra do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”.

Para Berman, está se formando uma coalizão “anti-regime iraniano” no Oriente Médio. “Os iranianos não se ajudaram em nada, pois endureceram a postura árabe sobre a necessidade de uma mudança de regime no Irã”, afirmou.

Jacob Olidort, diretor de segurança americana do America First Policy Institute, acredita ser possível que nações como Jordânia, Emirados Árabes, Bahrein e Arábia Saudita também tomem medidas contra o Irã, especialmente se seus civis forem vitimados enquanto o Irã ataca a infraestrutura militar dos EUA.

As consequências da operação, diz Olidort, “serão de escala global e transformarão dramaticamente o cenário mundial”. Ele conclui que a ação contra o Irã oferece “muito mais oportunidades para os Estados Unidos e seus parceiros expandirem a paz e a prosperidade”.

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©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: Trump Says Khamenei Is Dead. What Happens Now in Iran?

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