O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se reuniu, na tarde desta sexta-feira (13), com a equipe da Polícia Federal responsável pela investigação envolvendo o Banco Master. Mendonça assumiu a relatoria do caso após a saída do ministro Dias Toffoli.
Em nota, a Corte informou que a reunião serviu para alinhar procedimentos e compreender o andamento da investigação. O encontro durou cerca de 2 horas e teve a participação de integrantes do gabinete do ministro e delegados.
A troca de relatores do caso Master foi acertada em uma reunião realizada com os 10 ministros do Supremo nesta quinta (12). No início desta semana, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, o relatório elaborado a partir dos dados do celular de Daniel Vorcaro, com menções a Toffoli.
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Fachin convocou um encontro de emergência com os colegas para discutir os achados da autoridade policial. A Corte decidiu defender Toffoli e descartar a possibilidade de suspeição ou impedimento, alegando que o ministro deixou o comando do inquérito “a pedido”.
Mais cedo, o portal Poder360 revelou o que foi discutido na reunião, que ocorreu a portas fechadas na sede do STF. Segundo a apuração, oito ministros eram a favor da permanência de Toffoli à frente do inquérito: Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e o próprio ministro.
Apenas Fachin e a ministra Cármen Lúcia opinaram pela troca de relatores. Diante da crise institucional aberta pela relatoria de Toffoli no caso Master, Fachin anunciou a criação de um Código de Ética para os ministros, mas enfrenta forte resistência na Corte. Ele escolheu Cármen Lúcia como relatora da iniciativa.
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