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Marinho deve assumir coordenação de campanha de Flávio

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O senador Rogério Marinho (PL-RN) deverá assumir a coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, nas eleições deste ano. A informação foi confirmada à Gazeta do Povo por fontes próximas ao Partido Liberal (PL) e indica uma mudança nos planos políticos do parlamentar potiguar, que vinha sendo apontado como possível candidato ao governo do Rio Grande do Norte em 2026.

Levantamento feito pelo instituto Paraná Pesquisas*, em dezembro de 2025, mostrou que Marinho e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), estão tecnicamente empatados, pontuando 28% e 30% – respectivamente.

De acordo com integrantes da legenda, o senador do RN será responsável pela articulação política da campanha de Flávio em âmbito nacional e também pela interlocução com lideranças regionais, especialmente no Nordeste. A região é considerada estratégica pelo partido para ampliar o alcance eleitoral da candidatura presidencial.

Segundo um senador do PL ouvido pela reportagem, Marinho vinha sendo cobrado por aliados a disputar o governo, mas a situação fiscal do Rio Grande do Norte gerou resistências do congressista em disputar o Executivo estadual. Como o senador só irá disputar as eleições de 2030, a estratégia do PL é aproveitar os senadores eleitos em 2022 para fazer quórum com os parlamentares que serão eleitos neste ano e formar maioria no Senado a partir de fevereiro de 2027.

Economista de formação, Rogério Marinho construiu sua trajetória política com atuação em diferentes níveis da administração pública. Ao longo da carreira, passou pelo Legislativo municipal e federal e ocupou cargos no Executivo, acumulando experiência em temas econômicos e administrativos. Esse percurso contribuiu para sua projeção no cenário político nacional.

Eleito senador pelo Rio Grande do Norte em 2022, Marinho passou a exercer papel relevante no Senado Federal, onde assumiu a liderança da oposição. Paralelamente, ampliou sua atuação partidária ao ocupar a Secretaria-Geral do PL. A coordenação de uma campanha presidencial marca um novo momento de sua atuação política, com impacto direto sobre seus projetos futuros.

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Marinho entrou na vida política em 2001

A trajetória política de Rogério Marinho teve início em Natal, onde assumiu, em 2001, uma cadeira na Câmara Municipal após a vacância do cargo. Eleito vereador posteriormente, exerceu dois mandatos e participou da condução administrativa do Legislativo municipal. Em 2006, foi eleito presidente da Câmara de Vereadores, função que ampliou sua visibilidade política no estado.

Nos anos seguintes, Marinho passou a atuar também no Executivo estadual. Em 2012, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, durante o governo de Rosalba Ciarlini (à época no DEM, hoje filiada ao PP). À frente da pasta, esteve envolvido em iniciativas voltadas ao estímulo à atividade econômica e ao planejamento de ações de desenvolvimento regional.

A experiência acumulada no âmbito municipal e estadual antecedeu sua chegada ao Congresso Nacional. Eleito deputado federal em 2006, Marinho iniciou uma trajetória de três mandatos consecutivos na Câmara dos Deputados, atuando em temas ligados à economia, às relações de trabalho, à Previdência e à educação.

Na sequência, viriam a relatoria da Reforma Trabalhista na Câmara, os cargos no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a eleição para o Senado.

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Na Câmara, Marinho foi relator da reforma trabalhista

Durante os três mandatos na Câmara dos Deputados, Rogério Marinho atuou em comissões e frentes parlamentares ligadas à agenda econômica. Ao longo desse período, participou de debates sobre mercado de trabalho, Previdência, educação e políticas voltadas ao setor produtivo.

Marinho também esteve à frente de frentes parlamentares relacionadas ao comércio, aos serviços e ao empreendedorismo. No Congresso, passou a ser associado a discussões sobre modernização legislativa e equilíbrio fiscal, temas que ganharam espaço em sua atuação parlamentar.

Em 2017, foi escolhido para ser o relator da reforma trabalhista durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). Na relatoria, conduziu a tramitação do projeto que promoveu alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), após negociações com diferentes bancadas e setores da sociedade.

Apesar da visibilidade adquirida com a atuação no Legislativo, Marinho não conseguiu se reeleger deputado federal em 2018. Ainda assim, o desempenho na Câmara contribuiu para sua posterior nomeação a cargos no Executivo federal.

Passagem pelo Executivo federal ampliou projeção política em Brasília

A transição de Rogério Marinho para o Executivo federal ocorreu após a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (à época no PSL, hoje no PL) em 2018. Em janeiro de 2019, ele assumiu a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, vinculada ao Ministério da Economia.

Na função, foi responsável pela articulação política da reforma da Previdência no Congresso Nacional, atuando na interlocução com parlamentares, governadores e representantes de diferentes setores. A proposta foi aprovada em 2019 e passou a integrar o conjunto de reformas estruturais do período.

Em fevereiro de 2020, Marinho foi nomeado ministro do Desenvolvimento Regional na gestão de Bolsonaro. À frente da pasta, passou a coordenar políticas públicas voltadas à infraestrutura, habitação, saneamento e desenvolvimento regional, com atuação em parceria com estados e municípios.

A experiência no Executivo federal ampliou sua atuação administrativa e política, consolidando um histórico de passagem por áreas estratégicas do governo federal antes de seu retorno ao Legislativo.

Eleito em 2022, Rogério Marinho passou a integrar o Senado Federal em um contexto de mudança no comando do Executivo. Atualmente, ocupa o posto de líder da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), função que o colocou à frente da coordenação de estratégias parlamentares contrárias às propostas do Executivo.

Sua atuação tem sido marcada por posicionamentos críticos em relação à política econômica e fiscal, além da condução de iniciativas regimentais, como obstruções e articulações entre bancadas de oposição. Além disso, ele também coordena a oposição na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que busca investigar as fraudes no INSS.

Paralelamente à atuação legislativa, Marinho ampliou a atuação na estrutura partidária do PL. Em 2024, foi eleito secretário-geral do Partido Liberal, assumindo atribuições relacionadas à organização interna da legenda e ao apoio aos diretórios estaduais.

*Metodologia: 1.505 entrevistados pelo Paraná Pesquisas, em 58 municípios do Rio Grande do Norte, entre os dias 6 e 10 de setembro de 2025. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,6 pontos percentuais.

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