O presidente do Chile em fim de mandato, Gabriel Boric, anunciou a indicação conjunta com Brasil e México da ex-presidente Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU.
“Nesta nomeação não estamos sozinhos, a candidatura que foi inscrita na ONU é apresentada conjuntamente com os países irmãos Brasil e México, os dois países mais povoados da América Latina”, declarou o líder de esquerda chileno.
No X, Boric defendeu que a indicação da ex-presidente chilena tem como objetivo “dar voz” à América Latina e Caribe na organização internacional. “A ex-presidente Michelle Bachelet personifica fielmente os valores da ONU, e esta candidatura expressa uma esperança compartilhada: que a América Latina e o Caribe façam ouvir suas vozes na construção de soluções coletivas para os enormes desafios do nosso tempo”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também se manifestou sobre o assunto neste segunda-feira (2), dizendo que o Brasil apoia “com grande honra” a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo máximo das Nações Unidas.
O petista defendeu que, após oito décadas desde a fundação, “é a hora” da ONU ser liderada por uma mulher, referindo-se à ex-presidente progressistas como a pessoa “ideal” para o cargo.
O presidente afirmou que essa experiência, bem como seu “compromisso” com o multilateralismo, confere a Bachelet as “credenciais” para liderar a ONU em um contexto “marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”.
A candidatura de Bachelet para substituir o atual secretário-geral, António Guterres, de Portugal, promovida pelos governos do Chile, México e Brasil, foi oficialmente anunciada nesta segunda-feira.
Bachelet exerceu o cargo de presidente em duas ocasiões (2006-2010 e 2014-2018), foi a primeira subsecretária-geral e diretora-executiva da ONU Mulheres (2010-2013), e atuou como Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos (2018-2022).
Veja as declarações completas de Boric e Lula
Gabriel Boric
Hoje, o Estado do Chile, juntamente com o Brasil e o México, tem a honra e o orgulho de registrar oficialmente a candidatura de Michelle Bachelet Jeria para Secretária-Geral das Nações Unidas.
A ex-presidente Michelle Bachelet personifica fielmente os valores da ONU, e esta candidatura expressa uma esperança compartilhada: que a América Latina e o Caribe façam ouvir suas vozes na construção de soluções coletivas para os enormes desafios do nosso tempo.
Com esse compromisso compartilhado de defender a democracia, a governança global, o multilateralismo e os direitos humanos, nós, na América Latina, continuamos a acreditar em um sistema internacional que pode e deve responder com maior eficácia, legitimidade e humanidade aos principais problemas do mundo. Um motivo de orgulho para o Chile!
Luiz Inácio Lula da Silva
É com muita honra que o Brasil apoia a candidatura de Michelle Bachelet à Secretária-Geral da ONU.
Em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher. A trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo. Foi a primeira mulher a presidir o Chile, por duas vezes, e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde em seu país. No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade. Como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido.
Sua experiência, liderança e compromisso com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, em um contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos.
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