Lideranças de diversos países repercutiram em comunicados o ataque lançado pelos EUA e por seu aliado no Oriente Médio, Israel, neste sábado (28) ao Irã. Foi atacada a capital, Teerã, e diversas outras importantes cidades. A Rússia aproveitou o momento para desafiar os EUA.
“Os EUA têm só 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2500 anos. Vamos ver o que acontece em coisa de 100 anos…”, disse em sua conta no X o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev. Ele ainda afirmou que as conversas de paz mantidas pelo presidente norte-americano Donald Trump foram uma “dissimulação” e se referiu ironicamente a Trump como um “pacifista” que mais uma vez “mostrou a que veio”.
Em um comunicado oficial, a Rússia condenou o ataque. “Não deixa dúvidas de que este é um ato planejado e não provocado de agressão armada contra um Estado soberano e independente, membro da ONU”, disse o comunicado do Ministério de Relações Exteriores.
O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que a “atual escalada” no Oriente Médio é “perigosa para todos” e “precisa parar”, além de pedir uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, segundo a agência Efe.
Em mensagem em sua conta no X, ele reiterou que “o início de uma guerra entre os EUA, Israel e Irã” tem “graves consequências para a paz e a segurança internacionais”.
“A atual escalada é perigosa para todos. Ela precisa parar. O regime iraniano precisa entender que não tem mais outra opção a não ser iniciar negociações”, declarou o presidente Macron.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, expressou apoio do Canadá aos ataques aéreos dos EUA ao Irã, país que ele descreveu como “a principal fonte de instabilidade e terrorismo em todo o Oriente Médio”, e reafirmou “o direito de Israel de se defender e garantir a segurança de seu povo”.
“O Canadá apoia as ações dos Estados Unidos para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e para deter seu regime de continuar ameaçando a paz e a segurança internacionais”, disse o primeiro-ministro Carney em um comunicado, citado pela agência Efe.
O premiê libanês Nawaf Salam afirmou que seu país não aceitaria ser arrastado para uma aventura que ameace sua “segurança” e “integridade”, em um comunicado que foi interpretado como um recado ao grupo terrorista Hezbollah, financiado pelo regime iraniano.
“Reitero que não aceitaremos que ninguém arraste o país para aventuras que ameacem sua segurança e unidade”, disse Salam em um comunicado enviado à agência Reuters.
O ministro de Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, disse que seu país “compreende” as razões de segurança e a “frustração prolongada” que levaram as forças israelenses e americanas a lançar o ataque, embora tenha acrescentado que a força militar “deve sempre ser o último recurso”.
“Compreendemos os profundos imperativos de segurança e a frustração prolongada com a recusa do Irã em dialogar de forma construtiva, que motivaram essa linha de ação, embora mantenhamos que a força militar deve sempre ser o último recurso, em conformidade com o direito internacional”, declarou o ministro belga em suas redes sociais.
O Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha recomendou aos seus cidadãos que estejam no Irã, estimados em 158, que “deixem o país”. As recomendações de viagem já estão no nível mais elevado de alerta, que “desaconselha completamente viajar ao Irã”
Com informações de agências internacionais.
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