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Israel culpa governo do Reino Unido por ataque antissemita

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O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, culpou o governo do premiê trabalhista do Reino Unido, Keir Starmer, por um atentado antissemita ocorrido nesta quinta-feira (2) em Manchester.

No ataque terrorista a uma sinagoga, duas pessoas foram mortas (além do agressor) e outras quatro ficaram feridas.

“A verdade precisa ser dita: a incitação antissemita e anti-Israel flagrante e desenfreada, bem como os apelos de apoio ao terrorismo, tornaram-se recentemente um fenômeno generalizado nas ruas de Londres, em cidades por todo o Reino Unido e em seus campi universitários”, escreveu Sa’ar no X.

“As autoridades britânicas não tomaram as medidas necessárias para conter essa onda tóxica de antissemitismo e, na prática, permitiram que ela persistisse”, acusou.

“Esperamos mais do que palavras do governo Starmer. Esperamos e exigimos uma mudança de rumo, ações efetivas e medidas coercitivas contra a incitação antissemita e anti-Israel desenfreada no Reino Unido”, acrescentou o chanceler israelense.

Starmer se disse “horrorizado” com o ataque e enfatizou que o fato foi “ainda mais terrível” por ter ocorrido no Yom Kippur (Dia do Perdão), uma das celebrações mais importantes do calendário judaico. O governo britânico anunciou um reforço no policiamento em regiões em torno de sinagogas em todo o país.

Comentando o atentado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alegou que “a fraqueza diante do terrorismo só traz mais terrorismo”. “Somente a força e a unidade podem derrotá-lo”, comentou o premiê israelense, em comunicado emitido por seu gabinete.

Reino Unido e Israel vivem um momento de tensões diplomáticas. Em junho, os governos do Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Noruega anunciaram que Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional, e Bezalel Smotrich, ministro das Finanças de Israel, foram proibidos de entrar nesses países e tiveram seus bens nessas nações bloqueados.

Eles foram acusados de incitação à “violência extremista e graves abusos dos direitos humanos de palestinos” na Cisjordânia.

O governo britânico também proibiu autoridades israelenses de participar de uma feira da indústria da defesa que foi realizada em Londres em setembro.

O ápice das tensões foi atingido na semana passada, quando o Reino Unido e outros nove países reconheceram o Estado palestino, medida que Israel disse ser uma “recompensa” ao grupo terrorista Hamas após os ataques de 7 de outubro de 2023.

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