O regime islâmico do Irã ameaçou nesta quarta-feira (28) atacar Israel, alvos ligados aos Estados Unidos e países que apoiem Washington caso haja uma intervenção militar americana contra o território iraniano. A advertência foi feita por Ali Shamkhani, assessor político do líder supremo Ali Khamenei, em meio à escalada de tensões entre Teerã e Washington.
Segundo Shamkhani, qualquer ação militar dos Estados Unidos será tratada como o início de uma guerra. Em publicação no X, o assessor afirmou que a resposta iraniana seria “imediata, integral e sem precedentes”, tendo como alvo “o agressor, o coração de Tel Aviv e todos aqueles que o apoiam”.
O presidente americano Donald Trump ordenou recentemente o envio de uma frota naval ao Oriente Médio. Segundo Trump, os navios estão prontos para “cumprir sua missão com rapidez e violência”, caso Teerã não aceite negociar com os EUA um novo acordo nuclear.
De acordo com o presidente americano, o objetivo da pressão militar é forçar o Irã a retomar negociações para um acordo que seja “justo e equitativo” e que impeça o desenvolvimento de armas nucleares pelo regime islâmico. Trump afirmou esperar que Teerã se sente “em breve” à mesa de negociações.
O envio da frota ocorre após protestos que abalam o Irã desde o fim de dezembro e que estão sendo reprimidos pelas autoridades do país. Segundo o regime iraniano, os Estados Unidos e Israel estariam por trás das manifestações, que começaram por motivos econômicos e depois passaram a exigir o fim do regime islâmica.
De acordo com números divulgados por Teerã, os confrontos deixaram 3.117 mortos. Já organizações opositoras, como a Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, afirmam que o número de vítimas pode chegar a 6.126 mortos.
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