O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não haverá atuação do Tesouro Nacional sem um plano de reestruturação nos Correios, ao dizer que a pasta recebeu recentemente os números reais do atual quadro financeiro da estatal.
Em entrevista à GloboNews, Haddad destacou que o impacto fiscal dos Correios este ano foi absorvido pelo arcabouço fiscal, e que essa continuará sendo a prática da equipe econômica no caso de eventuais futuros rombos adicionais na empresa.
Na última sexta-feira, o governo anunciou um contingenciamento de R$ 3 bilhões nas contas públicas causado justamente pelo déficit da estatal, registrado a maior do que o esperado inicialmente pelo governo.
Uma eventual atuação do Tesouro como garantidor de empréstimo aos Correios, frisou o ministro, só será aprovada se o plano de reestruturação da empresa “for apresentado de maneira consistente”.
Ele também afirmou que não há, neste momento, debate sobre privatizar a empresa, já que não é tendência, no mundo, privatizar serviços postais. Segundo ele, há um debate sobre agregar o serviço a outros mecanismos, como previdenciários e da seguridade, mas sem dar muitos detalhes durante a entrevista.
Sobre o fim da escala de trabalho 6 x 1, Haddad afirmou que o debate “muito provavelmente” estará presente no pleito eleitoral de 2026, e afirmou que não há posição sobre o tema, ainda, por parte do Ministério da Fazenda.
De acordo com o ministro, estudos estão sendo realizados. “Muito provavelmente esse debate acontecerá durante as eleições. Mas não sei qual será a decisão dos candidatos”, falou.
Questionado sobre seu futuro político, voltou a repetir que não quer concorrer nas próximas eleições. Segundo ele, caso seja desejo do presidente Lula, continuará no comando do Ministério da Fazenda até o fim do mandato.
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