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Governo Trump avalia elevar tarifas para alguns países

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O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que se tornou um dos principais porta-vozes da política tarifária do presidente Donald Trump, disse em entrevista que a cobrança global de 10% imposta pelo governo pode subir para 15% ou mais, dependendo do país.

Ele não antecipou sobre quais parceiros comerciais pode recair um aumento de impostos.

“No momento, temos a tarifa de 10%. Ela subirá para 15% para alguns e poderá ser ainda maior para outros, e acredito que estará em linha com os tipos de tarifas que temos observado”, declarou Greer em entrevista ao programa Mornings with Maria, da Fox Business Network.

A Alfândega dos EUA começou a aplicar na última terça-feira (24) uma tarifa global de 10% sobre diversos produtos estrangeiros, após uma decisão da Suprema Corte anular a maior parte da agenda tarifária do governo de Donald Trump.

O presidente prometeu posteriormente ampliar os 10% para 15%, no entanto tal medida ainda não entrou em vigor. Segundo comunicado do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, os importadores pagarão uma taxa inicial de 10% aplicada a “todos os países durante um período de 150 dias, a menos que estejam especificamente isentos”.

Na segunda-feira, após tecer duras críticas aos magistrados do tribunal superior que votaram para derrubar parte de sua política, Trump afirmou que a decisão acabou lhe concedendo mais poder e força em sua política tarifária.

O representante comercial dos EUA antecipou à ABC News, no mesmo dia, que os acordos firmados individualmente com os países seguem em vigor. Com isso, as novas tarifas de 15% não se aplicariam às nações com as quais os EUA já haviam fechado um pacto comercial, incluindo o Reino Unido, a União Europeia (UE), Suíça, Japão, Coreia do Sul e Vietnã.

No entanto, os europeus decidiram adiar a ratificação do acordo comercial assinado com os EUA até que a situação política e os efeitos da decisão judicial fiquem mais claros.

Outros países, como Índia, China e Reino Unido, estudam que medidas tomar, dado que os acordos assinados com os EUA baseados na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional perderam o efeito.

Nesta semana, Pequim instou a gestão republicana a desistir das tarifas “unilaterais” impostas aos seus parceiros comerciais, enquanto a pasta de Comércio faz uma “avaliação abrangente” do impacto da decisão da Suprema Corte americana.

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