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Giroflex ilegal vira epidemia nas ruas e já ultrapassa 40 mil vendas por ano no Brasil

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O uso clandestino de giroflex por motoristas comuns se tornou um problema crescente no Brasil e já preocupa autoridades de trânsito. Uma brecha na legislação permite que veículos particulares instalem giroflex e sirenes sem sofrer penalidade direta, criando uma falsa sensação de autoridade e colocando motoristas em risco. Somente em plataformas de e-commerce, estima-se que mais de 40 mil unidades desses equipamentos sejam vendidas por ano, ampliando ainda mais a prática ilegal.

Nos últimos anos, estados como São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro registraram aumento significativo nas apreensões. Em São Paulo, operações recentes indicam entre 1.200 e 1.500 apreensões anuais, representando um crescimento de 22% entre 2022 e 2024. No Distrito Federal, foram mais de 430 ocorrências apenas em 2024, número que já vem crescendo em 2025.

A lei brasileira prevê que giroflex e sirenes são de uso exclusivo de viaturas oficiais, mas não existe no Código de Trânsito Brasileiro uma infração específica que puna o motorista que instala o equipamento de forma indevida. Na prática, isso significa que o condutor só é penalizado caso cometa outra irregularidade, como furar sinal vermelho, trafegar em via exclusiva ou tentar se passar por autoridade pública.

Essa lacuna legal resulta em um cenário perigoso: motoristas comuns usam luzes intermitentes para furar congestionamentos, intimidar outros condutores e até para escapar de blitz. Especialistas alertam que a banalização do giroflex coloca em risco a credibilidade de viaturas reais, dificultando a identificação de situações legítimas de emergência.

Entidades de trânsito defendem mudanças urgentes, como: regulamentação mais rígida da venda de giroflex, criação de penalidade específica no CTB e controle de compra por meio de identificação oficial. Sem essas medidas, a tendência é de que o número de falsos “veículos de emergência” continue crescendo.

O Jornal de Meriti segue acompanhando o avanço do problema e reforça a importância de denunciar veículos suspeitos às autoridades competentes.

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